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Segunda mão deve crescer até três vezes mais que o mercado primário até 2027, aponta McKinsey
O mercado de segunda mão deve crescer entre duas e três vezes mais que o mercado primário até 2027, impulsionado pelo interesse dos consumidores por valor e produtos únicos. A avaliação é de Gemma D’Auria, sócia sênior da McKinsey & Company no escritório de Milão.
Segundo ela, o modelo de negócios da revenda vem se consolidando. “O modelo de negócios está se tornando muito mais sustentável para os players do setor”, afirmou. “As marcas começaram a adotar esse canal, e algumas das preocupações iniciais — sobre autenticidade e falta de controle sobre o produto — diminuíram.”
D’Auria citou ainda dados de uma pesquisa que indicam que 85% dos consumidores nos Estados Unidos, 77% na China e 66% no Reino Unido utilizam segunda mão para explorar marcas com vistas a compras futuras. Nos Estados Unidos e na China, os consumidores associam o volume de produtos no mercado de revenda à demanda pela marca.
De acordo com a executiva, as empresas têm optado por desenvolver plataformas próprias ou estabelecer parcerias para atuar nesse segmento. As iniciativas iniciais costumam concentrar-se em itens de maior valor e produtos considerados icônicos.
“Os consumidores veem a revenda como um canal onde podem buscar valor e exclusividade”, afirmou D’Auria. “À medida que se torna mais aceita e mais integrada às prioridades estratégicas das marcas, é muito importante que você, como marca, defina sua estratégia de revenda.”
Imagem: Prudence Earl/Unsplash
Informações: Retail Asia
Tradução livre: Central do Varejo
