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Seu filho precisa de reforço escolar ou precisa aprender a aprender?
Quando uma criança encontra dificuldades na escola, a primeira reação costuma ser buscar alguém que possa ajudá-la. Mas será que o mais importante é resolver a dificuldade de hoje ou prepará-la para enfrentar as próximas?
Quando uma criança começa a apresentar dificuldades na escola, é natural que a família busque uma solução. Uma nota baixa em matemática, dificuldade em português, problemas para acompanhar a turma. E logo surgem alternativas como reforço escolar ou aula particular.
Esses recursos podem ser importantes para superar uma dificuldade pontual. Mas existe uma pergunta que também merece atenção: o problema está apenas naquele conteúdo ou na forma como a criança aprende?
Hoje a dificuldade pode ser matemática. Amanhã, interpretação de texto. Depois, inglês, ciências ou qualquer outro conteúdo novo. Ao longo da vida escolar, os desafios mudam o tempo todo.
Por isso, mais do que ajudar o aluno a encontrar a resposta para o problema de hoje, acredito que devemos ajudá-lo a desenvolver recursos para enfrentar os próximos sozinho.
É aí que entra algo que considero fundamental: aprender a aprender. Isso significa desenvolver o hábito de estudar, tentar antes de pedir ajuda, analisar os próprios erros, persistir diante de uma dificuldade e encontrar caminhos para avançar.
É como aprender a andar de bicicleta. No início, alguém orienta e dá segurança. Mas o objetivo é que, aos poucos, a criança encontre o próprio equilíbrio e consiga seguir sozinha.
Essa é uma das características do método Kumon que considero mais importantes. O aluno começa em um ponto adequado à sua capacidade e avança gradualmente, com a orientação necessária, mas sendo estimulado a desenvolver cada vez mais autonomia.
Nesse processo, não estamos falando apenas de notas. Estamos falando de confiança, disciplina, persistência e responsabilidade. Habilidades que fazem diferença na escola, mas que também serão importantes na faculdade, na profissão e em muitos outros desafios da vida.
Por isso, diante de uma dificuldade escolar, talvez valha acrescentar uma nova pergunta àquela que muitos pais já fazem. Em vez de pensar apenas “quem pode ensinar meu filho?”, podemos também pensar: “Como posso ajudá-lo a aprender por conta própria?”. Porque resolver a dificuldade de hoje é importante. Ensinar uma criança a enfrentar as dificuldades de amanhã pode ser ainda mais transformador.
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*por Julio Segala. Atua no franchising há 29 anos, graduado em Engenharia Elétrica, Matemática e Física, Mestre em Engenharia, Pós-Graduado em Gestão de Negócios, atualmente Vice-presidente de Operações no Kumon América do Sul, membro dos comitês de Microfranquias & Novos Modelos e Educação da ABF e instrutor dos programas de capacitação da ABF.
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