E-commerce
Tendências para o e-commerce em 2026
O ano de 2026 traz tendências para o e-commerce, e vem para consolidar uma nova lógica de competitividade nas vendas online. Se, nos últimos anos, preço e sortimento lideravam as decisões de compra, agora são atendimento instantâneo, reputação da marca e capacidade de conversão em tempo real que determinam quem cresce e quem perde espaço no varejo digital. Isso, em um ambiente cada vez mais fragmentado entre marketplaces, WhatsApp, redes sociais e lojas virtuais.
De acordo com Tiago Vailati, CEO da Loopia, o atendimento agora passa a ser visto como parte estratégica do funil de vendas. “O cliente escolhe o melhor canal para comprar, aquele que é mais conveniente, que proporciona a melhor experiência, combinando preço, entrega e comodidade. E, nesse cenário, velocidade, contexto e relacionamento são decisivos”, afirma o executivo.
Nesse sentido, veja quatro tendências que devem moldar o e-commerce em 2026:
1. Atendimento instantâneo como requisito básico
Em 2026, a espera será sinônimo de abandono. O consumidor multicanal — que transita entre WhatsApp, marketplaces e redes sociais — espera respostas em segundos, não em minutos. As operações que não funcionam de forma contínua, 24 horas por dia, tendem a perder vendas, muitas das vezes, sem nem perceber.
2. Chat Commerce se consolida como principal motor de conversão
A jornada de compra deixa de ser linear e passa a ser conversacional. Em vez de navegar sozinho pelo site, o consumidor compra conversando — seja com vendedores humanos, seja com agentes de IA treinados para vender, tirar dúvidas e orientar decisões.
Esse movimento transforma o atendimento em um canal ativo de vendas, capaz de impactar diretamente indicadores como taxa de conversão, ticket médio e recompra. As operações que tratam o chat apenas como SAC tendem a ficar para trás.
3. Reputação construída em tempo real
Avaliações, mensagens privadas, comentários em redes sociais e conversas em marketplaces passam a pesar tanto quanto anúncios e campanhas institucionais. Cada interação vira um ponto de contato que constrói (ou destrói) a reputação da marca.
4. Inteligência Artificial como inteligência de vendas
Em 2026, a IA deixa de atuar apenas como suporte operacional e passa a ser inteligência aplicada à conversão. Agentes inteligentes assumem funções como priorização de atendimentos, identificação de intenção de compra, recomendação de produtos, recuperação de carrinho abandonado e pós-venda. A diferença estará menos na presença da IA e mais na forma como ela é treinada e integrada à jornada completa. Operações que usam IA apenas de forma reativa tendem a perder eficiência frente a modelos mais inteligentes e proativos.
Para a Loopia, o e-commerce de 2026 será definido menos por tecnologia isolada e mais pela capacidade de transformar conversas em vendas, com inteligência, velocidade e contexto. “O atendimento deixa de ser custo e passa a ser ativo estratégico. Quem entende isso agora, chega mais preparado em 2026”, diz Tiago Vailati.
Imagem: Envato
