Inovação
Consumidores dos EUA e do Reino Unido esperam usar assistentes de IA para alertas de preço e recomendações personalizadas
Consumidores dos Estados Unidos e do Reino Unido demonstram abertura ao uso de assistentes de compras baseados em inteligência artificial (IA), mas indicam preferências específicas sobre como desejam utilizá-los.
Dois em cada três consumidores dos dois países já testaram ou estariam dispostos a experimentar compras online com um assistente de IA, como o ChatGPT ou uma ferramenta própria de varejistas. Além disso, 72% dos entrevistados afirmaram esperar que assistentes de compras com IA auxiliem nas compras online.
Entre esses 72%, os recursos mais desejados são:
- Alertas de ofertas e quedas de preço (59%);
- Recomendações personalizadas (51%);
- Sugestões de presentes (44%);
- Perguntas e respostas em tempo real, como “o que combina com isso?” (41%);
- Combinações de produtos que economizem dinheiro ou completem um visual (40%).
As principais razões apontadas para interromper o uso de IA nas compras são preocupações com o tratamento de dados (24%) e a percepção de que a IA toma decisões sem a participação do consumidor (21%).
Adoção inicial e confiança
Um terço (34%) dos entrevistados já utilizou um assistente conversacional de compras com IA. Entre consumidores de 25 a 34 anos, o índice chega a 59%. No total, 77% dos primeiros usuários afirmaram que confiariam mais em uma marca que ofereça um assistente de compras com IA.
Sobre a forma de acesso ao assistente em sites de varejo, 46% dos primeiros usuários preferem utilizá-lo por meio da barra de busca do site, enquanto 41% optam por um chatbot dedicado na própria página.
Entre os primeiros usuários, um em cada três acredita que a IA pode gerar maior impacto ao aprimorar a tomada de decisão, como comparar ou escolher produtos. Um em cada cinco aponta que a melhoria na velocidade e facilidade do checkout ou na experiência pós-compra são áreas com maior potencial de impacto.
No entanto, 69% dos primeiros usuários afirmaram ter abandonado o assistente de IA e buscado alternativas após receberem sugestões de produtos consideradas irrelevantes.
Tarefas mais complexas
A pesquisa indica que os primeiros usuários estão mais propensos a utilizar assistentes de IA para tarefas mais complexas. Entre os consumidores em geral e os primeiros usuários, os percentuais são:
- Utilizar IA para montar um carrinho completo para ocasiões como volta às aulas, feriados ou eventos de presente: 48% entre todos os consumidores e 81% entre primeiros usuários;
- Considerar útil que agentes de IA apresentem combinações de produtos ou itens complementares: 61% entre todos os consumidores e 88% entre primeiros usuários;
- Usar recurso de IA para solicitar recomendações específicas, como “o que está em alta no meu tamanho?” ou “melhores presentes abaixo de £50”: 65% entre todos os consumidores e 86% entre primeiros usuários;
- Consultar uma seção de IA que revele automaticamente ofertas ou tendências de produtos: 58% entre todos os consumidores e 82% entre primeiros usuários.
“Os consumidores já acreditam que a tecnologia pode melhorar de forma significativa a maneira como descobrem e escolhem produtos, e a experiência dos primeiros usuários aponta para onde as expectativas em relação aos assistentes de IA provavelmente estão caminhando”, afirmou Jim Löfgren, CEO da Nosto. “Por exemplo, uma vez que alguém utiliza um assistente de IA, a confiança cresce rapidamente, e essas pessoas passam a estar mais dispostas a permitir que a IA assuma tarefas de compra mais complexas, desde montar carrinhos completos para ocasiões específicas até recomendar combinações completas de produtos.”
Os dados são de uma pesquisa encomendada pela Nosto com 2.000 consumidores nos Estados Unidos e no Reino Unido.

Imagem: Reprodução
Informações: Dan Berthiaume para CSA
Tradução livre: Central do Varejo
