E-commerce
Volta às aulas e Carnaval impulsionam e-commerce no começo do ano
Ainda nos primeiros meses, o e-commerce brasileiro entra em 2026 com crescimento nas vendas. Projeções do E-Consumidor 2026, realizado pela Nuvemshop em parceria com a Opinion Box, indicam que o setor deve crescer cerca de 10% em relação a 2025, alcançando um faturamento estimado em R$ 258,4 bilhões. O número de consumidores também avança, e a expectativa é que 96,87 milhões de brasileiros façam compras online ao longo do ano, um aumento de 2,5% na comparação anual.
E assim, antes mesmo de datas consagradas no calendário varejista anual, como Black Friday, dois períodos tradicionalmente associados ao varejo físico vêm ganhando peso no digital: a volta às aulas e o Carnaval. Juntos, eles não apenas aquecem as vendas nos primeiros meses de 2026, mas também colocam à prova a capacidade operacional das marcas que atuam em múltiplos canais. O resultado é um aumento abrupto no volume de pedidos em janelas curtas, exigindo precisão nas operações.
A tradicional corrida pelo material escolar, por exemplo, já não acontece apenas nos corredores das papelarias físicas. Dados de uma pesquisa do Instituto Locomotiva, em parceria com a QuestionPro, mostram que 39% dos consumidores pretendem dividir as compras entre lojas físicas e online, enquanto 16% afirmam que devem adquirir a maior parte dos itens exclusivamente pela Internet. Preço, variedade e a possibilidade de comparar ofertas em poucos cliques estão entre os fatores que explicam essa migração.
Se a volta às aulas aquece o primeiro trimestre, o Carnaval consolida-se como uma data estratégica para o e-commerce, especialmente para pequenos e médios lojistas. Levantamento da Nuvemshop aponta que PMEs faturaram R$ 2,7 milhões entre 1º de janeiro e 25 de fevereiro de 2025 com produtos relacionados à festa. Fantasias, adereços, moda casual, bebidas e itens de consumo rápido ganham protagonismo em um período cada vez mais relevante para o varejo digital.
Como se preparar no e-commerce
Diante dessas datas, quem atua no e-commerce precisa se preparar assim como quem está no varejo físico. Com picos de pedidos concentrados, operações pouco estruturadas enfrentam atrasos, erros de estoque, falhas de integração entre marketplaces e, não raro, prejuízos difíceis de reverter.
“Datas como a volta às aulas e o Carnaval escancaram quem está preparado para escalar e quem ainda depende de controles manuais”, avalia Claudio Dias, CEO da Magis5. “Quando tudo acontece ao mesmo tempo, só processos bem definidos, com automação inteligente e gestão integrada, conseguem sustentar o crescimento sem comprometer margem e reputação”.
Nesse sentido, é preciso começar a pensar em toda a estruturação do e-commerce para sustentar o maior fluxo de vendas sazonal. Reposição de estoque, preparação da logística, sistema de finanças e atendimento ao cliente precisam estar prontos para o boom de clientes.
Imagem: Envato
