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Férias escolares e volta às aulas impulsionam vendas e reforçam crescimento do varejo no início de 2026

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Material escolar organizado (caderno, calculadora, lápis, clips, tezoura, tinta de aquarela) lembra volta às aulas

O comércio brasileiro iniciou o ano com crescimento nas vendas, impulsionado tanto pelo período de férias escolares quanto pela temporada de volta às aulas, segundo dados do Itaú Unibanco e da Nuvemshop.

De acordo com levantamento do Itaú Unibanco, as vendas realizadas entre 1º e 31 de janeiro apresentaram alta de 16,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. O recorte considera transações feitas por meio de adquirência, cartões de débito e crédito, Pix QR Code e Pix Transferência, de pessoa física para pessoa jurídica, tanto no comércio eletrônico quanto em lojas físicas.

Entre os segmentos que registraram maior crescimento no período estão o de celulares, com avanço de 35,8%, seguido por agências de viagem, que tiveram aumento de 34,9%. O comércio atacadista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios, cresceu 33,9%, enquanto o varejo de livros registrou alta de 23,9%. Os setores de materiais de construção e de viagens aéreas também apresentaram expansão, com crescimentos de 13,3% e 12,5%, respectivamente.

Paralelamente ao impacto das férias, a volta às aulas em 2026 reforçou a movimentação do varejo, especialmente no comércio eletrônico. Pesquisa da Nuvemshop indica que o e-commerce nacional projeta faturamento superior a R$ 258 bilhões, em um contexto em que o setor registrou crescimento de 45% no volume de vendas em janeiro de 2026, na comparação anual. O desempenho sinaliza a manutenção do consumo ligado ao período escolar, mesmo em um cenário de maior seletividade econômica.

Segundo Alejandro Vázquez, CEO da Nuvemshop, “a volta às aulas demonstra que o controle da jornada é o novo campo de batalha do varejo. Quando uma marca aposta no modelo de venda direta ao consumidor (D2C), ela deixa de ser apenas um fornecedor para se tornar uma escolha de confiança para as famílias”. O executivo afirma ainda que o comportamento de compra tem sido influenciado pela identificação com as marcas, com destaque para a atuação das crianças da Geração Alpha, nascidas a partir de 2010, como influenciadoras das decisões de consumo doméstico.

Esse movimento se reflete nas categorias de maior demanda no início do ano, como bookstore graphic, que reúne itens escolares como mochilas e cadernos, e que apresentou aumento significativo na procura já nas primeiras semanas de 2026.

Imagem: Envato

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