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Keeta adia lançamento no Rio e confirma desligamentos após mudança de plano na cidade

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A Keeta, plataforma de delivery do grupo chinês Meituan, adiou o início da operação no Rio de Janeiro e confirmou desligamentos de colaboradores no estado após a alteração do cronograma de lançamento. A empresa afirma que segue operando normalmente em São Paulo e que mantém o plano de investir R$ 5,6 bilhões no Brasil ao longo de cinco anos.

As demissões ocorreram nesta semana, depois do adiamento da estreia na capital fluminense. De acordo com informações de Poder360 e CNN Brasil, os cortes teriam atingido cerca de 200 pessoas no Rio e ocorreram às vésperas do lançamento previsto para o início de março.

Em nota enviada à imprensa, a Keeta disse que adiou o lançamento no Rio para “focar na defesa do livre mercado” e que, antes de seguir com a expansão geográfica, pretende “resolver questões estruturais” que, segundo a empresa, inibem a concorrência no delivery de comida no Brasil.

Keeta citou exclusividade como empecilho

No texto, a Keeta atribui o adiamento a “cláusulas de exclusividade” que teriam sido impostas a restaurantes por plataformas concorrentes, citando iFood e 99Food. “Acreditamos que restaurantes devem ter liberdade para diversificar canais de vendas, entregadores parceiros devem ter mais oportunidade de geração de renda, e consumidores devem se beneficiar de maior leque de opções e um de serviço com mais qualidade”, afirmou Tony Qiu, presidente de Operações Internacionais da Keeta.

A companhia também afirma ter identificado essas barreiras a partir das operações em São Paulo e na Baixada Santista e diz que o “principal concorrente” teria cerca de 80% do mercado e continuaria promovendo acordos de exclusividade “mesmo estando proibido na maioria dos casos pelo CADE”. A Keeta cita ainda que, desde o lançamento em São Paulo em 1º de dezembro de 2025, o aplicativo teria superado 2,8 milhões de downloads, com expansão da base de restaurantes para “quase 38 mil lojas”, e menciona tempo médio de entrega de 31 minutos.

Existe um histórico de acompanhamento do tema pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), incluindo um acordo firmado em 2023 com o iFood que estabeleceu critérios e limites para a prática de exclusividade em contratos com restaurantes, como prazos máximos e regras por porte de rede. O órgão segue monitorando o cumprimento desse acordo.

O mercado brasileiro de delivery é liderado pelo iFood, que, segundo a Reuters, tem 55 milhões de usuários e processa mais de 120 milhões de pedidos por mês em 1.500 cidades, com cerca de 400 mil estabelecimentos parceiros.

Imagem: Divulgação

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