Franquia
Setor de estética deve avançar com IA e personalização de atendimento
Com o setor da estética premium avançando, o futuro deve ter personalização de atendimento e avanço na IA.
O setor de estética premium cresceu nos últimos anos, motivado pela demanda dos consumidores por experiências sob medida, atendimento excepcional e tratamentos que se alinham ao bem-estar. Diante desse panorama, clínicas do ramo têm apostado em tecnologia, relacionamento e padronização para aumentar a fidelização dos consumidores e apoiar a expansão das marcas.
De acordo com Leopoldo Menezes, cirurgião plástico e sócio-fundador da BodyPrime, em entrevista à Central do Varejo, a evolução do comportamento dos consumidores trouxe uma nova dinâmica ao setor. De acordo com ele, o cliente premium não se contenta mais apenas com tratamentos estéticos, mas sim com toda a experiência proporcionada pela marca.
“A BodyPrime entendeu algo muito importante antes de grande parte do mercado: o cliente premium não busca apenas um procedimento estético. Ele busca experiência, segurança, acolhimento e transformação real”, afirma.
Segundo Menezes, o grande diferencial da empresa foi unir medicina, tecnologia e contato humano em um único modelo de atuação. “O que sempre nos diferenciou foi a capacidade de integrar medicina, tecnologia e relacionamento humano em um mesmo ecossistema. Enquanto a maioria das clínicas se concentrava apenas em preço ou volume, a BodyPrime fez investimentos em posicionamento, atendimento personalizado, tecnologias de ponta e acompanhamento próximo do paciente”, afirma.

Ele também afirma que a construção da marca se baseou na confiança e no suporte constante aos pacientes. “O paciente atual busca resultados, mas também valoriza a transparência, o conforto, a exclusividade e o sentimento de estar sendo assistido por uma equipe bem treinada. Foi precisamente essa compreensão mais abrangente da jornada do cliente que possibilitou à BodyPrime expandir e se destacar no mercado premium.”
A relação com a estética
Segundo Menezes, o conceito de estética também passou por mudanças nos últimos anos. “Outro ponto importante foi entender que estética não é apenas aparência. Ela está ligada à autoestima, bem-estar, saúde e qualidade de vida. Isso mudou completamente nossa forma de atender”, afirma.
Com o crescimento da marca, a empresa deu início à expansão por meio de franquias. Um dos maiores desafios, segundo o fundador, foi converter o padrão de qualidade da empresa em um modelo que pudesse ser facilmente replicado em diferentes unidades.
“O maior desafio foi transformar excelência em método”, afirma. “Quando uma empresa cresce baseada apenas no talento individual, ela depende das pessoas certas. Mas, para escalar uma marca, é necessário criar processos claros, cultura forte e padronização de experiência.”
Para sustentar a expansão, a BodyPrime estruturou protocolos operacionais e programas de treinamento voltados para garantir a uniformidade do atendimento. “Nós tivemos que elaborar protocolos de atendimento, treinar as equipes, gerenciar a operação, fazer marketing, cuidar do relacionamento com os pacientes, controlar a qualidade para que cada unidade entregasse o mesmo padrão BodyPrime”, explica.
Menezes também destaca que manter a imagem premium enquanto a rede se expande passou a ser uma prioridade. “Um outro desafio importante foi manter a essência premium da marca durante a expansão. Crescer de forma acelerada sem comprometer a qualidade é um dos principais perigos do franchising. Por essa razão, a BodyPrime se dedica intensamente à capacitação, ao suporte das unidades e ao fortalecimento da cultura organizacional.”

De acordo com ele, o sistema de franquia vai além da simples abertura de novas clínicas. “Hoje entendemos que franquia não é apenas abrir novas clínicas. É replicar experiência, confiança e resultado.”
O executivo também enfatiza que a experiência do consumidor tornou-se crucial para manter os clientes fiéis. “O consumidor moderno está muito mais exigente e emocionalmente conectado às marcas. Ele não adquire apenas um serviço de tratamento. Ele adquire da mesma forma que foi recebido, como foi tratado, como se sentiu durante toda a jornada”, afirma.
Na avaliação do fundador da Body Prime, a experiência se tornou estratégica para empresas do setor premium. “Na estética premium, isso é ainda mais forte. O cliente quer excelência técnica, mas também deseja conforto, acolhimento, praticidade e conexão humana.”
Ele acrescenta que todos os pontos de contato influenciam na percepção da marca. “Desde o primeiro contato no WhatsApp até o pós-procedimento, tudo influencia na percepção de valor da marca. “Um bom atendimento hoje fideliza mais do que publicidade.”””
O relacionamento da Body Prime com a tecnologia
A tecnologia também é um dos pilares da estratégia da empresa. De acordo com Menezes, o uso de ferramentas digitais e sistemas de relacionamento possibilita um acompanhamento mais personalizado dos pacientes. “Atualmente, contamos com ferramentas que auxiliam na compreensão do perfil de cada cliente, no acompanhamento de sua jornada e na manutenção de uma comunicação próxima mesmo após o tratamento”, explica.
Para o executivo, o mercado de estética passa por mudanças ligadas à personalização e ao uso de novas tecnologias. “O futuro da estética passa por algumas tendências muito claras: personalização, tecnologias menos invasivas, integração entre saúde e beleza, longevidade, performance e acompanhamento contínuo do paciente.”
Ele avalia ainda que inteligência artificial e análise de dados devem ganhar espaço no setor nos próximos anos. “Além disso, inteligência artificial, análise de dados, protocolos personalizados e experiências premium devem transformar profundamente o setor nos próximos anos.”
Segundo Menezes, as empresas que conseguirem combinar inovação tecnológica e relacionamento humano devem liderar o mercado. “Acreditamos que as marcas que irão liderar esse mercado serão aquelas capazes de unir tecnologia avançada, gestão eficiente e, principalmente, conexão humana verdadeira.”

