Farma
Ozivy reduz busca por Ozempic, revela levantamento
Pesquisa da Taboola aponta que as buscas pela caneta emagrecedora 100% brasileira têm diminuído a busca do principal concorrente.
A chegada do Ozivy ao mercado brasileiro provocou mudanças no interesse dos consumidores por medicamentos à base de semaglutida. Segundo levantamento da Taboola, empresa de performance para anunciantes, o anúncio e a chegada do produto às prateleiras alteraram o comportamento de busca dos brasileiros na Open Web, com crescimento nas pesquisas relacionadas ao novo medicamento, ao princípio ativo semaglutida e ao laboratório fabricante, enquanto o interesse pelo Ozempic apresentou retração.
De acordo com os dados da empresa, o interesse pelo termo “Ozivy” cresceu 100% nos últimos 90 dias, totalizando 109 mil pageviews. O medicamento é apresentado como o primeiro à base de semaglutida desenvolvido por uma farmacêutica 100% nacional, a EMS.
Ozivy e Ozempic: buscas pelos termos demonstram dominância
O levantamento também aponta aumento expressivo nas buscas pelo laboratório fabricante. O termo “EMS” registrou alta de 26.508%, alcançando 131 mil visualizações de páginas. Segundo a Taboola, esse comportamento reflete o interesse do público em buscar informações sobre a credibilidade da empresa e sua capacidade de distribuição no mercado nacional.
Além disso, o princípio ativo semaglutida registrou crescimento de 141% no período analisado, acumulando 328 mil pageviews. Os dados indicam um aumento do interesse dos consumidores por informações relacionadas ao tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade.
Enquanto isso, o interesse pelo Ozempic, medicamento produzido pela farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, apresentou queda de 31% nos últimos 90 dias. Apesar da redução, o medicamento manteve uma base de 474 mil visualizações de páginas, a maior entre os termos analisados pela pesquisa.
Segundo a Taboola, a retração nas buscas pelo Ozempic pode indicar uma fragmentação do mercado, à medida que parte dos consumidores direciona sua atenção para novas alternativas disponíveis. O levantamento também identificou crescimento nas buscas por outros medicamentos da categoria. O termo “Mounjaro” registrou alta de 56% no mesmo período, acumulando 362 mil pageviews.
Especialista avalia o comportamento
Para José Luiz de Genova, Managing Director LATAM da Taboola, a mudança no comportamento dos consumidores está relacionada à percepção sobre acesso aos tratamentos.
“O brasileiro está consumindo a pauta de saúde sob a ótica da autonomia e do custo-benefício, pois a chegada de um fabricante nacional robusto descentralizou o interesse do público, com o consumidor rapidamente percebendo que a eficácia da semaglutida agora está atrelada a uma realidade mais acessível. O que antes era um item de luxo restrito a poucos, virou um debate de massa sobre saúde pública e bem-estar”, afirma José Luiz de Genova, Managing Director LATAM da Taboola.
Os dados também mostram mudanças no comportamento dos consumidores após o início da distribuição do medicamento. De acordo com a empresa, a partir da segunda quinzena de junho, quando o produto começou a chegar às farmácias, houve aumento nas buscas relacionadas aos pontos de venda.
Nesse período, o interesse pelo termo “farmácias” cresceu 178%, alcançando 368 mil visualizações de páginas. Segundo a Taboola, esse movimento demonstra que, após a divulgação do lançamento, parte dos consumidores passou a buscar informações sobre onde encontrar o medicamento.
O levantamento conclui que os dados refletem um consumidor atento às novidades do setor de saúde e interessado em acompanhar o lançamento de novos tratamentos. O crescimento das buscas por Ozivy, semaglutida, EMS e farmácias, aliado à queda registrada para Ozempic, evidencia uma mudança no comportamento de pesquisa na Open Web durante os últimos 90 dias, período marcado pela chegada do novo medicamento ao mercado brasileiro.
Leia também:
- Canetas emagrecedoras chegam a R$ 4 mil nas farmácias brasileiras, diz pesquisa
- Canetas emagrecedoras estão redesenhando o consumo, e quem não entender isso vai perder mercado
Imagem: Divulgação/EMS
