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D2C e verticalização: vantagens de controlar toda a jornada do cliente

A verticalização no modelo D2C permite à indústria controlar a distribuição, a venda no varejo, a marca, a margem e os dados do consumidor

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D2C e verticalização

Verticalizar uma operação no modelo Direct-to-Consumer (D2C) significa, na prática, que a indústria assume o controle de etapas da cadeia de valor que antes eram delegadas a terceiros — especificamente a distribuição e a venda no varejo. Portanto, ao longo do artigo você vai entender as vantagens do D2C e verticalização.

Em vez de encerrar sua responsabilidade na porta da fábrica, a empresa estende sua atuação até o momento em que o produto chega às mãos do consumidor. É a desintermediação da cadeia, o fim da “dependência de terceiros”. Esse movimento transforma a indústria em uma plataforma completa de negócios, permitindo o controle sobre o preço, a exposição da marca e a coleta de dados primários.

A verticalização de canais é a resposta estratégica para indústrias que buscam fugir da “guerra de commodities” e da dependência de grandes varejistas multimarcas. Ao dominar a jornada, a empresa deixa de ser apenas uma fornecedora de produtos para controlar a narrativa, se tornar uma gestora de experiências, garantindo que a proposta de valor do produto chegue intacta ao cliente final.

Recuperação do controle de margem

A principal alavanca financeira da verticalização é o controle de margem. No modelo tradicional (B2B), a indústria abre mão de uma parcela significativa do seu lucro para remunerar distribuidores e lojistas multimarcas. Ao estabelecer um canal próprio, esse “spread” de varejo é capturado internamente.

Embora a operação de lojas próprias ou franquias traga custos de ocupação e pessoal, a margem cheia oferece uma resiliência financeira muito maior. Claro, é preciso fazer contas corretas e entender muito bem dos gargalos de operação de um novo modelo, o de varejo, com vendas unitárias, estruturas e processos independentes. A abertura de um novo canal também gerará custos, e a conta de como estes custos se pagam é essencial.

De uma maneira geral, entretanto, o domínio sobre a política de preços e descontos impede que o produto seja desvalorizado por promoções agressivas de terceiros, preservando a saúde financeira da marca e permitindo reinvestimentos em inovação e marketing, o que tende a gerar uma rentabilidade da cadeia valorizada (desde que os requisitos de mix de produtos e recorrência sejam valorizados).

Gestão inteligente de redes e busca por resultados no varejo
D2C e verticalização: entenda vantagens

Gestão de marca e autoridade de categoria

No varejo multimarca, o produto da indústria disputa atenção com concorrentes diretos, muitas vezes em prateleiras mal organizadas ou com vendedores desinformados. Na estratégia D2C verticalizada, a marca tem o controle do discurso e formato de exposição. A gestão de marca própria ganha força total: o ambiente da loja, a curadoria do mix de produtos e o tom de voz do atendimento são desenhados para elevar a percepção de valor e garantir a sinergia com o consumidor final.

Essa autoridade de canal permite que a indústria lance produtos exclusivos para suas lojas, teste novas categorias e crie um senso de comunidade que o atacado não permite. A loja física torna-se o ponto máximo de contato, onde o consumidor experimenta o propósito da marca em sua plenitude e se conecta a ela.

D2C e verticalização

D2C e verticalização: ciclo de dados e a agilidade

A maior vantagem estratégica da verticalização é o acesso imediato ao comportamento do consumidor. Saber o que o cliente busca, por que ele hesita e qual o perfil de quem realmente compra é um ativo que o varejista tradicional raramente compartilha com a indústria.

Esse fluxo de dados permite uma resposta ágil da produção. Se um item apresenta alto giro em uma determinada região, a fábrica pode priorizar sua produção em tempo real. Se outro produto estagna, a estratégia de escoamento é definida imediatamente. A verticalização elimina o “telefone sem fio” entre a demanda e a produção, reduzindo estoques parados e maximizando a rentabilidade.

A análise dos dados de ponta, entretanto, deve se dar para que este efeito cascata de cadeia seja verificado. Indústrias que conseguem acompanhar estes dados e devolver para suas estruturas internas ou então para seus outros parceiros de negócios (B2B), tendem a ter um acréscimo de até 30% de resultados. É preciso estruturar, mapear e ouvir!

A Goakira especializou-se em viabilizar a transição da indústria para a verticalização com segurança e inteligência de mercado. Nossos projetos estruturam toda a jornada D2C: desde a análise de viabilidade financeira e definição dos formatos de loja (Flagships, quiosques ou lojas de experiência) até o desenho dos processos internos e custos operacionais necessários para sustentar a nova operação. Garantimos que a estrutura da fábrica esteja pronta para o dinamismo do varejo físico.

Sua indústria está pronta para assumir o controle total da própria jornada? Vamos estruturar sua verticalização de sucesso.

Leia também: Gestão de franquias: o impacto da tecnologia na gestão e formatação das redes

Artigo D2C

Por Patricia Cotti – SociaDiretora da Goakira, Diretora IBEVAR, Colunista Central do Varejo, Professora dos MBAs da FIA, ESPM, ESECOM, USP.

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