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Datas comemorativas impulsionam faturamento do varejo alimentar
Em 2025, o aumento de 6,3% nos preços dos itens do varejo alimentar impactou o consumo e resultou em queda de 2,1% nas unidades vendidas, enquanto o faturamento do setor avançou 4,1%. Mesmo diante desse cenário, algumas datas sazonais registraram desempenho positivo no faturamento na comparação com o ano anterior, segundo levantamento da Scanntech.
O Carnaval apresentou alta de 10,3% nas vendas e de 15,6% no faturamento. Já o Dia das Mães registrou crescimento de 12% no faturamento, apesar da retração de 5,1% nas vendas. O Natal encerrou o período de festas com avanço de 0,5% no faturamento, mesmo com queda de 1,5% nas vendas. Entre 23 e 25 de dezembro, o período natalino foi o único intervalo do mês a registrar crescimento de faturamento na comparação entre 2025 e 2024, além de apresentar a menor retração nas unidades vendidas.
“Essas sazonalidades são muito importantes para o varejo como um todo, especialmente para o setor alimentar, pois movimentam supermercados e atacarejos ao estimular tanto o shopper quanto os comerciantes a se prepararem para a festividade, seja para consumo próprio, seja para revenda ou para a produção de pratos típicos. Assim, o desempenho desses períodos impacta diretamente o faturamento do setor e, quando apresentam melhor performance, podem ajudar o varejo a se recuperar de períodos mais fracos”, afirma Felipe Passarelli.
Outras datas, por sua vez, foram impactadas pelo comportamento do consumidor. A Páscoa registrou queda de 9% em volume e de 2,9% no faturamento. O resultado foi influenciado pela alta no preço do chocolate, que levou a recuo de 3% nas vendas e encareceu os ovos de Páscoa, com retração de 8,2%. No período analisado, apenas a categoria de bombons apresentou crescimento nas vendas, de 2,1%. A redução do consumo de produtos indulgentes, associada à tendência de saudabilidade, também contribuiu para o desempenho observado.
A Black Friday também apresentou retração, com queda de 3,8% nas vendas e de 2% no faturamento. O resultado foi influenciado principalmente pela menor performance das cestas de mercearia básica, mercearia e bebidas, que responderam por 77% da contribuição negativa no faturamento. Em contrapartida, a cesta de perecíveis apresentou contribuição positiva de 6,2% no período.
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