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Feriados nacionais podem provocar perda de até R$ 5,1 bilhões ao varejo da capital paulista em 2026

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O calendário de feriados nacionais de 2026 tende a gerar um impacto mais relevante sobre o comércio varejista da cidade de São Paulo. A maior concentração de datas passíveis de emenda com fins de semana pode resultar em uma perda potencial de aproximadamente R$ 5,1 bilhões em faturamento bruto ao longo do ano, segundo estimativas do Sindilojas SP e da FecomercioSP, com base na Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV).

O impacto projetado representa um aumento de 12,9% em relação às perdas associadas aos feriados nacionais em 2025. A principal razão é a redução do fluxo de consumidores durante períodos prolongados de folga, quando parte da população diminui a circulação pela capital ou se desloca para outros municípios e regiões do país, priorizando atividades de lazer e turismo.

Esse movimento resulta em desaceleração das vendas, especialmente em segmentos mais dependentes do consumo presencial e da circulação diária de pessoas. Setores como combustíveis, vestuário, calçados e até atividades consideradas essenciais, como supermercados e farmácias, tendem a sentir de forma mais intensa os efeitos do esvaziamento temporário da cidade.

Para o presidente do Sindilojas SP, Aldo Nuñez Macri, o impacto dos feriados deve ser analisado em um contexto econômico mais amplo. “A capital concentra o maior e mais diversificado polo comercial do País, mas não se beneficia na mesma proporção do turismo em feriados prolongados. Isso faz com que o impacto negativo seja mais sentido, especialmente em um cenário de consumo mais cauteloso, juros elevados e orçamento familiar pressionado”, afirma.

De acordo com a entidade, diferentemente de regiões com forte vocação turística, São Paulo possui menor capacidade de compensar a queda no movimento do varejo com o aumento do fluxo de visitantes durante essas datas, o que amplia o peso do calendário de feriados sobre o faturamento do setor.

Diante desse cenário, o Sindilojas SP destaca a necessidade de planejamento ao longo de 2026. Medidas como ajustes na gestão de estoques, revisão de escalas de trabalho, fortalecimento dos canais digitais e ações promocionais nos períodos que antecedem os feriados são apontadas como alternativas para mitigar os impactos sobre as vendas.

“A perda potencial de R$ 5,1 bilhões representa pouco mais de 1% do faturamento bruto anual do varejo paulistano. Pode parecer um percentual pequeno, mas está longe de ser desprezível, sobretudo quando a expectativa de crescimento do setor para o ano não deve superar esse patamar”, conclui Aldo Nuñez Macri.

Imagem: Divulgação

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