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Lojistas de shopping alertam que fim da escala 6×1 pode elevar a folha em 17%, e ABLOS pede tratamento diferenciado
Associação diz que 65% das lojas em shopping são de pequenos e médios lojistas e pede transição, desoneração da folha e flexibilidade operacional
A ABLOS, associação dos lojistas satélites de shoppings, alertou para os impactos do fim da escala 6×1 no varejo físico após a aprovação da PEC 221/2019 pelo Senado, na quarta-feira (14), e pede tratamento diferenciado, com transição, desoneração da folha e flexibilidade operacional.
Fim da escala 6×1 pressiona folha, contratação e rateio de condomínio
O texto prevê que, 60 dias após a promulgação, as empresas adotem a escala 5×2 com limite de 42 horas semanais, e 12 meses depois, de 40 horas. A promulgação está marcada para sexta-feira (16).
Segundo a ABLOS, os shoppings funcionam sete dias por semana, e as lojas precisarão contratar para manter o horário, em um setor com escassez de mão de obra. Vendedores comissionados podem perder renda.
Ricardo Rossette, da marca de acessórios Victória Régia, estima que a escala 5×2 elevará em cerca de 17% o custo da folha para cobrir o mesmo horário. Andrea Ducca, diretora de marketing da Gregory, diz que o desafio é reorganizar as escalas sem perder a qualidade do atendimento nos horários de pico.
O efeito chega a segurança, limpeza e manutenção dos empreendimentos, e o custo tende a ser repassado aos lojistas pelo rateio condominial, diz a associação, que cita ainda o impacto do IBS e da CBS nas locações.
Segundo a ABLOS, pequenos e médios lojistas são cerca de 65% das lojas em shoppings. Mauro Francis, presidente da entidade, diz que a associação aceita a evolução das relações de trabalho e pede apoio e flexibilidade para a nova jornada ser sustentável.
A ABLOS diz que vai atuar junto ao Congresso e ao Executivo, com medidas judiciais se necessário, e retomar o diálogo após a definição do cenário eleitoral.
As estimativas divergem. A CNC projetou alta imediata de 21% na folha do comércio, e o Ipea calcula 7,84% no custo da mão de obra com carteira, com efeito inferior a 1% nos custos operacionais do comércio.
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Imagem: Magnific
