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Pós-NRF Goakira explica como as tendências globais estão sendo aplicadas no varejo brasileiro

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Pós-NRF Goakira

Nesta quarta-feira (4), o Ecossistema Goakira realizou mais uma edição do Pós-NRF Goakira, desta vez em formato presencial, na sede do grupo, em Ribeirão Preto (SP). O encontro reuniu empreendedores, executivos e clientes do ecossistema para discutir como os principais aprendizados da NRF, maior evento global do varejo, podem ser aplicados à realidade do mercado brasileiro.

A programação contou com apresentações e um painel de encerramento conduzidos por lideranças e especialistas do grupo, com foco em estratégia, arquitetura, experiência em loja, dados e comportamento do consumidor.

A abertura do evento foi conduzida por José Fugice, CEO do Ecossistema Goakira, que deu as boas-vindas ao público e reforçou o objetivo do encontro: transformar os aprendizados da NRF em conhecimento aplicável ao dia a dia dos negócios.

“A ideia do Pós-NRF é justamente essa: traduzir o que a gente viu lá fora para a nossa realidade, de forma prática, aberta e com troca”, afirmou Fugice. Segundo ele, mais do que apresentar tendências, o encontro busca provocar reflexão e diálogo entre os participantes.

Durante a abertura, o executivo contextualizou a dimensão da NRF e destacou a presença expressiva de brasileiros no evento. “A NRF é o maior palco do varejo global, mas o valor real está em entender como isso se conecta com o nosso mercado”, disse.


Cenário econômico e eficiência operacional pautam a NRF 2026

Na sequência, Patrícia Cotti, sócia do Ecossistema Goakira, apresentou uma leitura do cenário econômico e explicou como esse contexto influencia diretamente os temas recorrentes da NRF.

Segundo Patrícia, os cases apresentados refletem um varejo pressionado por eficiência e produtividade. “A inteligência artificial aparece muito forte na NRF não como tendência futura, mas como resposta a problemas reais de custo, escala e eficiência”, afirmou.

A executiva também destacou que nem tudo o que é apresentado no evento deve ser replicado automaticamente. “A NRF não é sobre copiar modelo, é sobre entender contexto. Se a gente não faz essa leitura, corre o risco de tomar decisões erradas”, alertou.

Ao comentar o cenário brasileiro, Patrícia reforçou a necessidade de cautela e planejamento. “O ano exige mais estratégia do que impulso. Quem entende o momento consegue transformar desafios em oportunidade”, disse.

NRF, curadoria e o papel da arquitetura na experiência de loja

Na sequência, Bianca Murotani, arquiteta e sócia da GDesign, contextualizou a NRF e destacou o papel da curadoria diante do volume de conteúdo do evento.

“A gente vive a NRF de forma tão intensa que às vezes acha que todo mundo sabe o que ela é, mas não é assim. É um evento extremamente técnico, que dita o varejo global”, afirmou.

Bianca explicou que a feira reúne quase 200 palestras simultâneas e centenas de expositores. “Sem curadoria, o risco é sair de lá com muito conteúdo e pouco aprendizado aplicável”, disse.

Ao abordar a relação entre tecnologia e arquitetura, ela destacou que a inteligência artificial tende a operar nos bastidores. “A IA não está necessariamente visível na loja. Ela está por trás, organizando dados e processos. O diferencial continua sendo o humano”, afirmou.

Pós-NRF Goakira


Seis aprendizados da NRF aplicados ao ponto físico

Encerrando o bloco de apresentações, Graciane Santos e Julia Menin, coordenadoras de projetos da GDesign, apresentaram os principais aprendizados observados nas lojas visitadas em Nova York.

Segundo Graciane, o primeiro grande insight é o humano como luxo. “Hoje, sentir-se ouvido, cuidado e acolhido virou um diferencial competitivo”, afirmou.

Julia destacou que a loja física deixa de ser apenas transacional. “O ponto físico passa a ser um espaço de convivência, de experiência e de relacionamento, não só de venda”, disse.

As especialistas também abordaram a construção de confiança. “O consumidor aceita imperfeições, mas não aceita falta de verdade”, afirmou Graciane. Já Julia reforçou a mudança de foco da demografia para identidade. “Não é mais sobre idade ou renda. É sobre comunidade, estilo de vida e afinidade”, explicou.

Pós-NRF Goakira


Dados, relacionamento e execução no centro da transformação do varejo

O encontro foi encerrado com um painel mediado por Patrícia Cotti, com a participação de Bianca Murotani, Graciane Santos e Julia Menin. A discussão girou em torno da aplicação prática dos aprendizados da NRF no varejo brasileiro.

“Hoje o consumo se divide muito entre conveniência e experiência. O varejista precisa decidir claramente qual papel quer ocupar”, afirmou Patrícia.

Outro ponto recorrente foi o uso de dados. “O varejo brasileiro coleta dados, mas ainda usa pouco essas informações para decidir mix, layout e comunicação”, disse Bianca.

Julia destacou que serviços e espaços como cafés só fazem sentido quando há coerência com a marca. “Não adianta colocar um café na loja se isso não conversa com o propósito do negócio”, afirmou.

A programação do Pós-NRF segue ao longo de fevereiro com encontros presenciais em São Paulo, promovidos pela Central do Varejo.

Os eventos têm como objetivo aprofundar os principais aprendizados da NRF e discutir aplicações práticas para diferentes realidades do varejo brasileiro, reunindo executivos, especialistas e lideranças do setor.

Os encontros acontecem no Auditório Santander, no dia 10 de fevereiro, e no Auditório TOTVS, no dia 12 de fevereiro, com conteúdos voltados a estratégia, tecnologia, dados, experiência do consumidor e operação. As vagas são limitadas.

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Imagens: Central do Varejo

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