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O Brasil redescobre o apetite pelo luxo
Podemos afirmar que o mercado de luxo está vivendo um momento extremamente favorável no Brasil. Segundo pesquisa da Bain & Company, o segmento cresceu 26% entre 2022 e 2024. Enquanto o mercado global apresenta taxas mais modestas, em torno de 3% ao ano, no Brasil esse índice salta para expressivos 12% ao ano.
Somente em 2024, os brasileiros movimentaram cerca de R$ 98 bilhões em produtos e serviços de luxo. No topo da lista de consumo estão automóveis, imóveis, moda e itens pessoais, iates e aviação executiva.
E as projeções seguem otimistas: até 2030, a expectativa é que esse volume alcance entre R$ 130 bilhões e R$ 150 bilhões. Números bastante animadores para marcas que atuam — ou desejam atuar — nesse segmento.
Diante desse cenário, surge a pergunta inevitável: vale a pena investir no mercado de luxo no Brasil? A resposta é clara: sim.
O país concentra um grupo seleto de consumidores que detém aproximadamente R$ 3,5 trilhões em riquezas líquidas e está constantemente em busca de novidades, diferenciação e experiências exclusivas. Trata-se de um público exigente, mas extremamente fiel quando encontra marcas que entregam valor real.
Por isso, quem deseja ingressar nesse segmento deve apostar em marcas que ofereçam muito mais do que produtos. Exclusividade, atendimento personalizado e uma experiência memorável são fatores decisivos para conquistar esse consumidor.
Essa experiência começa no primeiro contato com a loja. A arquitetura, o design, o aroma, a disposição dos produtos, o conforto do mobiliário e a apresentação da equipe precisam estar perfeitamente alinhados ao posicionamento da marca. Até detalhes como os copos utilizados fazem parte dessa construção sensorial.
Na Paris Vision, por exemplo, cada elemento foi cuidadosamente pensado para reforçar o conceito de uma boutique óptica exclusiva, onde o cliente vivencia uma experiência diferenciada do início ao fim.
Esses cuidados são determinantes para diferenciar uma marca no mercado e garantir ao investidor uma rentabilidade acima da média do varejo tradicional. Para que esse modelo seja sustentável, é fundamental contar com uma cadeia de fornecedores sólida, processos bem definidos e uma gestão profissional, capaz de preservar margens, experiência e reputação.
Marcas premium precisam ser desejadas pelo consumidor e, ao mesmo tempo, financeiramente saudáveis para o operador. Isso só é possível com governança, fornecedores homologados, ponto comercial estratégico e foco absoluto em atendimento consultivo.
Investir no mercado de luxo é o caminho ideal para quem já opera outros negócios e busca diversificação com retorno acima da média, segurança operacional e uma marca com forte poder de diferenciação.
Imagem: Reprodução
*Por Eduardo Carvalho, CEO da rede Paris Vision
