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Walmart prevê pico de investimentos em cadeia de suprimentos nos próximos dois anos, diz CEO
O Walmart informou que seus investimentos de capital na cadeia de suprimentos devem atingir o pico nos próximos dois anos, com a automação sendo um dos principais componentes desses aportes. A declaração foi feita pelo presidente e CEO da empresa, John Furner, durante teleconferência de resultados.
Segundo a companhia, 23 dos 42 centros regionais de distribuição do Walmart nos Estados Unidos estão em processo de modernização com automação. A meta é atualizar todas as unidades no país. A empresa também iniciou a implementação de automação na cadeia de suprimentos em mercados internacionais selecionados, de acordo com o diretor financeiro, John David Rainey.
Atualmente, cerca de 60% das lojas do Walmart nos Estados Unidos recebem parte de suas mercadorias de centros de distribuição automatizados. Aproximadamente metade do volume dos centros de atendimento de e-commerce da companhia também é automatizada, o que, segundo o varejista, contribui para limitar os custos de envio.
“Os ganhos de produtividade habilitados por tecnologia são essenciais para nossa capacidade de expandir nosso negócio omnichannel principal com menor custo marginal”, afirmou Rainey.
A automação da cadeia de suprimentos tem sido uma prioridade para o Walmart nos últimos anos, à medida que a empresa busca administrar dois de seus maiores custos: estoque e mão de obra. Entre as iniciativas implementadas estão sensores de rastreamento de inventário com alertas automáticos e o uso de robótica em centros de distribuição para ampliar a capacidade e a velocidade de envio.
No quarto trimestre, o estoque global do Walmart cresceu 2,6% em relação ao ano anterior, cerca de metade da taxa de crescimento das vendas no período, segundo Furner. Ele também afirmou que a visibilidade do estoque nas lojas melhorou com o uso de tecnologia.
“Mais de 1 milhão de associados somente nos Estados Unidos possuem dispositivos portáteis e estão usando visão computacional para mapear nosso estoque, saber o que temos, exatamente onde está e como pode ser disponibilizado”, disse o executivo.
As lojas vêm assumindo papel crescente como pontos de atendimento de pedidos dentro da cadeia de suprimentos da empresa, em razão da proximidade com os clientes, o que permite prazos de entrega mais curtos para compras online. No quarto trimestre, 35% dos pedidos atendidos pelas lojas foram entregues em menos de três horas.
“Dando um passo atrás, quando observo a empresa hoje, vejo um portfólio de negócios ancorado em crescimento, especialmente nossos canais digitais, com ênfase em manter o estoque próximo ao cliente para maximizar nossa velocidade de entrega”, afirmou Furner.
Imagem: Divulgação
Informações: Max Garland para Supply Chain Dive
Tradução livre: Central do Varejo
