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CEOs brasileiros adiam e realocam investimentos em resposta ao cenário global

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Chief Experience Officer CEO; CEOs empresa

O ambiente global mais volátil levou CEOs brasileiros a recalibrarem seus planos de investimento. Nos últimos 12 meses, 32% dos executivos optaram por adiar projetos planejados e 8% os interromperam. Em contrapartida, 40% aceleraram iniciativas estratégicas. Os dados são da edição mais recente do CEO Outlook, estudo global da EY-Parthenon, com base em entrevistas com 50 CEOs de empresas brasileiras de diferentes setores.

O risco geopolítico e as mudanças na política comercial global também influenciaram a estrutura operacional das companhias. Segundo o levantamento, 30% dos ativos foram realocados para outros mercados e 20% das empresas alteraram fornecedores ou cadeias de suprimento para regiões diferentes. Além disso, 18% saíram de determinados mercados geográficos, enquanto 20% entraram em novos territórios.

Para 2026, as expectativas em relação aos custos operacionais indicam pressão crescente. Um total de 34% das empresas projeta aumento significativo nos custos em relação a 2025, e 46% esperam elevação moderada. Apenas 14% preveem estabilidade e 6% antecipam alguma redução.

Transações

No campo das transações, os CEOs brasileiros demonstram preferência por parcerias em detrimento de fusões e aquisições. Para os próximos 12 meses, 82% planejam joint ventures ou alianças estratégicas, 40% consideram fusões e aquisições e apenas 8% avaliam desinvestimentos ou IPOs.

As cinco principais prioridades de alocação de capital para o período são Brasil, México, Estados Unidos, Argentina e Canadá.

Entre os objetivos mais valorizados nas aquisições, a melhoria do engajamento e da retenção de funcionários aparece em primeiro lugar, citada por 55% dos entrevistados. Nos desinvestimentos, a redução de custos e a geração de economias lideram as motivações, mencionadas por 75% dos executivos.

Metodologia

O estudo ouviu 50 CEOs brasileiros de empresas dos setores de consumo e saúde, serviços financeiros, indústria e energia, infraestrutura, e tecnologia, mídia e telecomunicações.

Imagem: Freepik

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