Economia
Economia cresce 0,1% em abril e registra alta de 1,8% na comparação anual
Dados são do Monitor do PIB da FGV; consumo das famílias avança 2,6% no trimestre móvel e formação bruta de capital fixo cresce pela primeira vez após quatro trimestres de retração
A atividade da economia brasileira cresceu 0,1% em abril em relação a março, na série com ajuste sazonal, segundo o Monitor do PIB-FGV. Na comparação interanual, a economia cresceu 1,8% em abril e 1,8% no trimestre móvel findo no mesmo mês. A taxa acumulada em 12 meses até abril foi de 2,0%. O PIB acumulado no ano até abril, em valores correntes, está estimado em R$ 4,376 trilhões.
“O crescimento de 0,1% do PIB em abril, frente a março, é resultado dos desempenhos positivos da indústria, dos serviços e da maior parte dos componentes da demanda. Dos principais componentes do PIB, apenas a agropecuária e o consumo do governo retraíram no mês. Estes resultados mostram que embora a economia esteja estável, a maior parte de seus componentes tiveram desempenho positivo, indicando certa resiliência, em meio ao cenário de juros elevado e o aumento do preço do barril do petróleo, como uma das consequências da guerra no Oriente Médio”, afirma Juliana Trece, coordenadora da pesquisa.
Consumo das famílias e investimento
O consumo das famílias cresceu 2,6% no trimestre móvel findo em abril, atingindo o maior patamar desde o trimestre móvel findo em fevereiro de 2025. O resultado foi impulsionado principalmente pelo consumo de serviços, com contribuição positiva de todos os tipos de consumo analisados.
A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) cresceu 0,7% no trimestre móvel findo em abril, interrompendo quatro trimestres consecutivos de retração. O principal fator foi o segmento de máquinas e equipamentos, que após oito trimestres em queda voltou a registrar crescimento no período. A taxa de investimento em abril de 2026 ficou em 18,0%.
Exportações e importações
As exportações cresceram 9,3% no trimestre móvel findo em abril, com cerca de 60% do resultado sustentado pelo desempenho das exportações da indústria extrativa, que avançaram 27,8% no período. A exportação de produtos agropecuários, que havia contribuído de forma expressiva no início do ano, perdeu força nos trimestres mais recentes.
As importações cresceram 5,1% no trimestre móvel findo em abril, o maior patamar desde o mesmo período de 2025, impulsionadas principalmente por bens de consumo e serviços, com contribuição adicional das importações de bens de capital.
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