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Medicamentos têm preços que variam até 2,433%, diz Procon

Segundo um levantamento do órgão, existem exemplos das mesmas medicações que oscilam entre R$3,87 e R$ 98,05.

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Medicamentos - Procon - SP pesquisa

Uma pesquisa do Procon-SP apontou que os preços de medicamentos em farmácias físicas e online na capital paulista apresentam oscilações de preços que chegam a ser exorbitantes: o levantamento aponta que um mesmo item pode ter uma diferença de preço superior a 24 vezes.

A maior variação identificada foi no medicamento genérico Tadalafila 5 mg, em embalagem com 30 comprimidos. O produto foi encontrado por R$ 3,87 em uma farmácia da Zona Sul de São Paulo, enquanto em um estabelecimento da Zona Norte era vendido por R$ 98,05. A diferença entre os dois preços chegou a 2.433,59%.

Entre os medicamentos de referência, a maior oscilação foi registrada pelo Synthroid 25 mcg, indicado para pacientes com hipotireoidismo. O remédio apresentou variação de 286,11%, sendo encontrado por valores entre R$ 10,73 e R$ 41,43, conforme o ponto de venda pesquisado.

Outro destaque do levantamento foi o genérico Citrato de Sildenafila 50 mg, em embalagem com quatro comprimidos. O medicamento foi encontrado por preços entre R$ 0,89 e R$ 11,90, diferença de 1.237,08%. A variação também foi observada nas vendas realizadas pela internet.

Vantagens de medicamentos genéricos

Os dados do Procon-SP mostram ainda que os medicamentos genéricos apresentam vantagem em relação ao preço quando comparados aos medicamentos de referência. Nas farmácias físicas, os genéricos custam, em média, 63,05% menos do que os produtos de referência equivalentes. Nas plataformas digitais, essa diferença média chega a 66,18%.

A pesquisa também mostrou que os preços praticados no comércio eletrônico tendem a ser menores. Em média, os medicamentos genéricos vendidos pela internet são 20,58% mais baratos do que aqueles comercializados em lojas físicas. No caso dos medicamentos de referência, a redução média registrada nas plataformas digitais foi de 8,13%.

Segundo o Procon-SP, farmácias e drogarias devem respeitar os preços máximos definidos pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), conforme regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A tabela com os valores máximos autorizados para comercialização está disponível para consulta no portal da agência.

Orientações recomendadas pelo Procon-SP

Diante das diferenças encontradas, o Procon-SP orienta os consumidores a pesquisarem os preços antes de adquirir medicamentos. A entidade também recomenda verificar a possibilidade de obter os produtos gratuitamente ou com descontos por meio de programas mantidos pelos governos federal, estadual e municipal.

Outra orientação é consultar programas de fidelidade oferecidos por laboratórios, drogarias e planos de saúde, que podem proporcionar descontos adicionais na compra de medicamentos. O órgão também destaca a importância de conferir atentamente as informações presentes nas embalagens, verificando se o número do lote, a data de fabricação e o prazo de validade impressos na caixa correspondem aos dados presentes nos frascos ou cartelas do medicamento.

O levantamento foi realizado entre os dias 19 e 20 de maio de 2026. Para a pesquisa, foram analisados preços em dez farmácias físicas distribuídas pelas cinco regiões da capital paulista e em dez sites de grandes redes do setor. Ao todo, mais de 70 medicamentos fizeram parte da comparação, incluindo antibióticos, anti-inflamatórios e antidepressivos.

*Com informações de Exame

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