E-commerce
Produtos que vendem mais online: cinco categorias que se destacam no e-commerce
Recorrência, familiaridade, facilidade de comparação e logística simples ajudam a explicar por que determinadas categorias têm melhor desempenho no comércio eletrônico
O comércio eletrônico brasileiro movimentou R$ 235 bilhões em 2025, segundo dados do relatório NuvemCommerce 2026. Existem produtos que vendem mais online do que no varejo físico.
Entre as categorias que avançaram dentro de e-commerces, marketplaces e mais no período estão saúde e beleza, com crescimento de 44%, e moda, que registrou alta de 35%.
Para Guilherme Freire, founder e CEO da Dolado, marcas precisam identificar quais produtos têm maior aderência a cada canal de venda.
“Geralmente, o que vende mais no online possui pelo menos uma destas características: recorrência, familiaridade, preço comparável, baixa necessidade de experimentação e logística simples. Quando combinados, esses fatores favorecem ainda mais o digital”, afirma.
Produtos que vendem mais online: quais categorias se destacam?
Entre os produtos que vendem mais online estão cosméticos e itens de beleza, como shampoos, condicionadores, máscaras capilares, séruns, hidratantes e protetores solares.
Após conhecer o produto, o consumidor tende a realizar novas compras para reposição. Nesse momento, preço, prazo de entrega e disponibilidade ganham relevância na decisão.
“Quando o consumidor já sabe exatamente qual produto deseja, a compra deixa de ser uma descoberta e passa a ser uma busca por conveniência. O marketplace oferece comparação rápida de preços, entrega ágil e disponibilidade, tornando-se o canal mais eficiente para esse tipo de reposição”, afirma o CEO.
A apresentação também influencia o desempenho. Segundo Freire, imagens de qualidade, informações completas e avaliações positivas podem favorecer a conversão de produtos de beleza nos marketplaces.
Outra categoria com presença relevante no comércio eletrônico é a de suplementos, vitaminas e outros produtos de consumo recorrente.
Depois da primeira compra, o consumidor já conhece características como composição, dosagem e uso. Isso pode reduzir a necessidade de atendimento consultivo durante a escolha.
“A familiaridade faz toda a diferença. Mas, vale dizer, é uma categoria altamente influenciada pela qualidade da informação disponível. Fichas técnicas completas, certificações, avaliações de outros consumidores e uma comunicação clara ajudam a reduzir dúvidas e aumentam a confiança durante a compra”, comenta Freire.
Produtos que vendem mais online: por que acessórios automotivos funcionam?
Acessórios automotivos também aparecem entre os produtos que vendem mais online, especialmente itens com especificações técnicas padronizadas.
Ceras, aditivos, palhetas, lâmpadas e produtos para estética automotiva podem ser escolhidos a partir de informações técnicas, avaliações e dados sobre compatibilidade.
Guilherme destaca que a qualidade do anúncio pode interferir diretamente no resultado comercial.
“Esse é um exemplo claro de categoria em que a qualidade do anúncio influencia diretamente a conversão. Um produto competitivo pode perder vendas simplesmente por apresentar fotos inadequadas, informações incompletas ou baixa reputação do vendedor”
Itens para casa e organização também têm características que favorecem a venda pela internet.
Organizadores, caixas, suportes e acessórios podem apresentar sua utilidade por meio de fotos e vídeos. Isso permite ao consumidor compreender a aplicação do produto sem necessariamente examiná-lo pessoalmente.
“O consumidor consegue visualizar o benefício do produto sem precisar vê-lo pessoalmente. Quando isso acontece, boas imagens e conteúdo explicativo assumem o papel que antes era desempenhado pela exposição na loja”, afirma Freire.
A comparação entre modelos, dimensões e preços é outro fator citado como vantagem do ambiente digital para essas categorias.
Moda básica também ganha espaço
A moda apresenta uma particularidade. Roupas dependem, em muitos casos, da experimentação, do tamanho e do caimento.
Ainda assim, peças básicas, roupas de marcas conhecidas e acessórios de uso cotidiano podem enfrentar menos resistência na compra online.
“A necessidade de experimentação continua sendo uma das principais vantagens da loja física, mas ela diminui bastante quando falamos de produtos que o consumidor já conhece ou cujo risco de tamanho e caimento é menor”, destaca Guilherme.
Para o especialista, o desempenho de um produto no comércio eletrônico não depende apenas da categoria.
A apresentação do anúncio, o preço, a reputação do vendedor, a mídia utilizada e a logística também influenciam a decisão de compra.
“Não existe produto que venda bem online por acaso. Um bom item pode performar abaixo do esperado se tiver um anúncio fraco, preço desalinhado ou logística ruim. Da mesma forma, um produto comum pode alcançar excelentes resultados quando reúne conteúdo de qualidade, boa reputação, mídia eficiente e uma oferta clara para o consumidor”, conclui o CEO.
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Imagem: Magnific
