Curadoria NRF 2027
Para Bianca Murotani, loja bonita não é o suficiente
Sócia-diretora da GDesign, arquiteta vai cobrir inovações em loja física no conselho de curadoria da Missão NRF 2027
Nas lojas que projeta pela GDesign, Bianca Murotani parte de uma premissa direta: bonito não sustenta faturamento sozinho.
A arquiteta especialista em varejo e franquias, sócia-diretora da vertical de arquitetura e visual merchandising do Ecossistema Goakira, assume o recorte de loja física como ativo de faturamento no Conselho de Curadoria da Missão NRF 2027.
“Loja bonita chama atenção, mas é a loja estratégica que vai melhorar o faturamento e o resultado da sua operação”, afirma.
“O meu olhar esse ano está muito voltado para como que eu transformo a minha loja numa ferramenta de negócio, como é que eu melhoro performance, faturamento, como é que eu uso esse ponto de venda como estratégia de marca, experiência do cliente”, diz.
Para a curadora, a loja deixou de ser um espaço só transacional. “A gente fala da loja cada vez mais como espaço experiencial de estratégia de marca, de resultado, de performance, de venda de produto”, afirma.
Murotani também acompanha como tecnologia e inteligência artificial entram na operação da loja física. “A gente fala cada vez mais de uma tecnologia embarcada dentro da loja, muito focada em colher dados, em trazer uma experiência melhor para o cliente, e menos em um grande show de tecnologia dentro desse espaço”, diz.
Para ela, o momento pede maturidade, não volume de tecnologia. “O grande é como é que eu transformo essas oportunidades em estratégias e entendo que realmente é uma oportunidade. Eu vejo muita energia, muito dinheiro sendo investido em coisas que não fazem sentido, somente para dizer que eu tenho dentro da minha loja”, afirma.
“A gente não tem dinheiro no varejo para desperdiçar”, diz.
Bianca Murotani aponta: curadoria é essencial
A curadora também alerta sobre o risco de quem vai à NRF pela primeira vez sem curadoria. “É um evento extremamente intenso. Você tem três dias de congresso, de feira, mas também tem lojas para visitar, inaugurações, marcas para conhecer”, diz.
“Se você não tiver orientação de uma curadoria para te guiar, você acaba tentando viver tudo e não vive nada”, afirma.
Um dos aspectos que Murotani destaca é o calendário das grandes lojas americanas. “É muito comum que as grandes inaugurações, os novos conceitos, as flagships, sejam inauguradas muito próximas do final do ano, outubro, novembro, dezembro, para que a loja esteja fresca para a NRF”, afirma.
Segundo ela, isso serve para que a operação vire palco das visitas guiadas da delegação durante a semana da feira.
Ela conta que a equipe pesquisa essas aberturas ao longo do ano e visita as lojas antes da feira para validar o que entra no roteiro da delegação. “Às vezes a loja é incrível por foto, mas quando você chega lá não é bem aquilo”, diz.
Bianca Murotani é coautora do livro Arquitetura que Vende, sobre estratégia aplicada a espaços comerciais. Pela GDesign, já assinou projetos como a primeira loja física da Stanley em formato de rua, em Presidente Prudente, e a loja da Vizzela no Mogi Shopping. Ela também integrou a delegação da Central do Varejo em edições anteriores da missão à NRF.
A curadora integra o Conselho de Curadoria da Missão NRF 2027 ao lado de outros nove profissionais do varejo brasileiro, cada um com um recorte temático próprio dentro da curadoria organizada pela Central do Varejo.
A Missão NRF 2027 leva a delegação da Central do Varejo a Nova York entre 6 e 15 de janeiro, com curadoria de Bianca Murotani e dos outros integrantes do conselho de curadores. Garanta sua vaga no banner abaixo.

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Imagem: Ecossistema Goakira
