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Tiffany New York: quando a joalheria virou museu
Na Fifth Avenue, o flagship da marca reúne joalheria e curadoria de arte contemporânea, em projeto assinado por Peter Marino
A Tiffany & Co. reabriu seu flagship de New York na esquina da Fifth Avenue com a 57th Street, batizado de The Landmark, após a primeira reforma completa do endereço em quase um século, segundo a Artnet News. O edifício, erguido em 1940, soma dez andares.
O projeto de interiores é assinado pelo arquiteto Peter Marino, que também coordenou a curadoria artística do espaço. “Foi preciso tirar a fênix das cinzas”, disse Marino à Artnet News sobre o processo de redesenho do endereço.
A reforma incluiu obras encomendadas a artistas como Jeff Koons, Jenny Holzer, Anish Kapoor e Damien Hirst, segundo a mesma reportagem. Entre as peças permanentes está a escultura de bronze “Eroded Venus of Arles”, de Daniel Arsham, com quase 4 metros de altura.
A loja já recebeu exposições temporárias, como a mostra “Culture of Creativity”, que reuniu 70 obras de 26 artistas do acervo pessoal de Marino, incluindo peças de Jean Michel Basquiat, Sarah Sze e Richard Prince, segundo a WWD e a revista Whitewall.

Marino também usou o espaço para lançar o livro “Tiffany Silver: The Peter Marino Collection”, reunindo peças de prataria da marca colecionadas pelo arquiteto ao longo de mais de quatro décadas, segundo a revista Cultured.
O que o flagship da Tiffany New York guarda de arte
A Tiffany mantém programação rotativa de instalações no andar de eventos do Landmark, incluindo mostras temáticas ligadas ao filme “Bonequinha de Luxo”, segundo o site oficial da marca.
O uso do espaço de venda para exibir arte remonta à história da companhia. Desde 1853, a Tiffany expõe obras emprestadas para visitantes, e manteve parcerias criativas com nomes como Paloma Picasso, Andy Warhol e Frank Gehry ao longo de sua trajetória, segundo a Artnet News.
Com o The Landmark, essa relação com a arte ganhou espaço dedicado, distribuído por dois andares de galeria dentro da própria loja. A curadoria assinada por Marino trouxe ao endereço nomes que circulam com pouca frequência em espaços comerciais, o que ampliou o público da Tiffany New York para além de quem entra para comprar joias.

Perguntas frequentes
O que diferencia o The Landmark de uma loja convencional da Tiffany & Co.? O endereço da Fifth Avenue com a 57th Street funciona também como galeria, com curadoria de obras de arte assinada pelo arquiteto Peter Marino. Além da joalheria distribuída em dez andares, o espaço recebe exposições temporárias e eventos culturais ao longo do ano, segundo reportagens da WWD e da Artnet News.
Quem projetou a reforma do flagship da Tiffany? O arquiteto Peter Marino, responsável também por projetos de outras marcas de luxo, coordenou a reforma completa do edifício de 1940 e atuou como curador da coleção de arte exposta no espaço, incluindo obras de artistas como Jeff Koons e Damien Hirst, segundo a Artnet News.
A exposição de arte no Landmark é permanente? Parte do acervo, incluindo esculturas como a “Eroded Venus of Arles”, de Daniel Arsham, fica exposta de forma permanente nos andares da loja. Já mostras específicas, como a “Culture of Creativity”, têm data de início e fim definidas e são substituídas por novas curadorias ao longo do ano.
Por que uma loja como essa entra no radar de quem viaja para a NRF? Flagships que tratam curadoria de arte e experiência como parte do projeto de loja costumam aparecer nas discussões sobre varejo de luxo durante a NRF Retail’s Big Show. A Central do Varejo organiza delegação anual para o evento, com curadoria de tendências assinada pela WGSN.
Lojas como essa fazem parte do tipo de observação que a delegação Central do Varejo faz na NRF 2027. Clique no banner abaixo e fale com nosso time.

Imagens: Reprodução/Tiffany
