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Marcas nativas digitais de skincare migram para o ponto de venda físico

Sallve, Creamy e outras DNVBs ampliam lojas próprias no Brasil, mesmo com skincare mantendo a maior digitalização entre as categorias de beleza premium

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Marcas nativas de skincare

As marcas nativas digitais de skincare, criadas e consolidadas primeiro no ambiente online, vêm ampliando presença em lojas físicas no Brasil. O movimento ocorre mesmo com o segmento mantendo a maior taxa de digitalização entre as categorias do mercado de beleza premium: 37% das vendas de skincare já ocorrem por e-commerce, segundo dados do setor.

A fatia das nativas digitais na categoria de beleza cresceu de 1,6% em outubro de 2023 para 6,6% em abril de 2025, segundo levantamento de mercado citado pelo E-Commerce Brasil. Marcas como Sallve, Beyoung, Lacre21 Cosméticos, Simbioze Amazônica, Forever Liss e Simple Organic, que nasceram no digital, já disputam espaço com grifes tradicionais no varejo físico de beleza no país.

Marcas nativas digitais expandem lojas mesmo com forte presença online

A Creamy, marca de maquiagem fundada em 2019 pelo dermatologista Luiz Romancini e pelos irmãos Gabriel e Henrique Beleze, ilustra esse movimento. A empresa somava 50 lojas próprias em oito estados brasileiros em 2025, após crescimento de 110% no ano anterior, e projetava dobrar o número de unidades físicas em 2026. Segundo a marca, a estratégia de expansão passa por experiências sensoriais no ponto de venda, com o objetivo de garantir trânsito fácil entre as compras online e offline.

Uma pesquisa da Nuvemshop com mais de 30 mil líderes de e-commerce mostra que, entre empresas com faturamento mensal superior a R$ 100 mil, 51% já possuem operação física. Desse grupo, 35% mantêm apenas uma loja e 16% já expandiram para duas ou mais unidades, o que indica que a migração de marcas nascidas no digital para o ambiente físico não se limita ao segmento de beleza.

Segundo dados do mercado de beleza premium referentes ao primeiro trimestre de 2026, o skincare cresceu 2% no período, o avanço mais moderado entre as categorias do setor, enquanto o haircare premium, também impulsionado por marcas nativas digitais, cresceu 30% e passou a representar 12% das vendas totais da beleza de prestígio.

O avanço físico das DNVBs acompanha um padrão observado em outras categorias do varejo: a loja deixa de ser apenas um canal de venda concorrente do digital e passa a funcionar como espaço de experimentação e reforço de marca, enquanto o ambiente online segue como canal de descoberta, educação e personalização do consumidor.

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Imagem: Magnific

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