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Minimercados autônomos concentram 67% do faturamento em quatro categorias

Levantamento da Minha Quitandinha aponta quais categorias representam o maior lucro dentro de mercados autônomos.

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Minimercados autônomos concentram 67% do faturamento em quatro categorias

Dentre as diversas categorias que são disponibilizadas dentro de minimercados autônomos, que geralmente integram condomínios de residências e empresas, 67% do lucro está concentrado em itens de maior consumo e comodidade para o consumidor.

É o que aponta um levantamento realizado pela Minha Quitandinha, startup de tecnologia em varejo que opera no modelo de franquia de minimercado autônomo. Segundo os dados da empresa, bebidas, produtos de mercearia e itens de bomboniere estão entre as categorias mais compradas pelos consumidores em minimercados autônomos.

O levantamento considera as 870 unidades da Minha Quitandinha distribuídas por 25 estados brasileiros.

Outros grupos de produtos também aparecem nas compras realizadas nos estabelecimentos. Itens de limpeza e descartáveis, por exemplo, respondem por cerca de 30% do faturamento informado pela rede.

A pesquisa também aponta crescimento na participação de produtos relacionados ao consumo imediato e a refeições rápidas.

Entre eles estão chocolates, snacks, laticínios e congelados. Esses produtos vêm ganhando espaço nas compras realizadas nos minimercados, segundo o levantamento.

Para Guilherme Mauri, sócio-fundador da Minha Quitandinha, os dados refletem mudanças na rotina de consumo e na relação dos clientes com esse tipo de estabelecimento.

“O minimercado deixou de ser visto apenas como uma alternativa para situações de emergência e passou a funcionar como uma extensão da dispensa do consumidor. Quando existe uma loja disponível 24 horas, a lógica de compra muda e ele passa a comprar quando precisa e na quantidade que precisa. Isso possibilita uma frequência de consumo que não existe no formato tradicional”, explica o executivo.

Como os minimercados autônomos mudaram o perfil de compra?

De acordo com os dados disponibilizados pela rede, o público dos minimercados autônomos é diversificado.

A empresa afirma que consumidores de diferentes faixas etárias frequentam as unidades. Pessoas entre 18 e 65 anos estão entre os clientes que utilizam os estabelecimentos diariamente.

O levantamento também relaciona esse comportamento à facilidade de realizar as compras de forma autônoma.

O uso de tecnologia associado ao modelo de minimercado, portanto, não estaria restrito ao público mais jovem, conforme os dados apresentados pela empresa.

A proposta de funcionamento 24 horas também aparece como um dos elementos relacionados ao comportamento identificado no levantamento.

Nesse formato, o consumidor pode realizar uma compra de acordo com sua necessidade e em diferentes horários.

O resultado é uma combinação de categorias de produtos para consumo imediato com itens tradicionalmente encontrados em estabelecimentos de varejo.

Bebidas, mercearia e bomboniere permanecem como os principais grupos em participação no faturamento, enquanto chocolates, snacks, laticínios e congelados ganham espaço.

O espaço conquistado

O comportamento identificado pela pesquisa acompanha, segundo a empresa, uma transformação no varejo associada ao conceito de superproximidade.

Nesse modelo, fatores como distância, tempo e conveniência passam a ter maior peso na decisão de compra.

A lógica também está relacionada à possibilidade de acessar produtos sem depender do horário convencional de funcionamento de um estabelecimento.

Para Guilherme Mauri, a mudança envolve não apenas o formato das lojas, mas também a maneira como os consumidores se relacionam com o varejo.

“Estamos falando de uma mudança que vai além do formato da loja. É o consumidor que está modificando a forma como se relaciona com o varejo. Agora, ele busca praticidade, mix de produtos diversos, novidades e economia de tempo, com a possibilidade de realizar compras de forma autônoma e ao longo de 24 horas por dia”, conclui o executivo.

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