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Printemps Nova York: o hospitality project no One Wall Street
No Financial District, a rede francesa transformou um edifício bancário Art Deco em loja, bar e restaurante sob o mesmo teto
A Printemps abriu em 2025 sua primeira loja nos Estados Unidos, no One Wall Street, no Financial District de Manhattan, em Nova York. O endereço reúne dois andares e 5.110 m², sendo 3.720 m² de área de venda, de acordo com a Hospitality Design.
A loja ocupa parte do edifício que abrigou a sede do Irving Trust Company, erguido em 1928. O projeto de interiores é assinado pela arquiteta Laura Gonzalez e combina elementos da matriz parisiense, na Boulevard Haussmann, com referências locais.
Executivos da rede evitam o termo “loja de departamentos” para descrever o empreendimento. Segundo a WWD, a companhia classifica o espaço como “hospitality project”, um projeto que soma varejo, gastronomia e eventos sob o mesmo teto.
“Pensamos: e se a Printemps tivesse um pied-à-terre em Nova York?”, disse Laura Lendrum, CEO da Printemps América, em entrevista à revista Fast Company reproduzida pelo site Downtown Alliance.
O ponto mais citado da loja é o Red Room, salão de 10 metros de altura que funcionou como entrada bancária do edifício original. As paredes e o teto, com mosaicos vermelhos e dourados assinados por Hildreth Meière na década de 1920, ficaram fechados ao público por décadas antes da reforma.
Hoje o espaço abriga a coleção de calçados da loja e um bar de coquetéis com 25 lugares, batizado de Red Room Bar. Ao lado, funciona o restaurante Maison Passerelle, de culinária franco-crioula, comandado pelo chef Gregory Gourdet, vencedor do prêmio James Beard e duas vezes finalista do programa Top Chef, segundo o Downtown Alliance.
A matriz da rede, fundada em 1865 no Boulevard Haussmann, em Paris, soma 480 mil m² de área de venda na loja original, segundo a WWD. A companhia opera ainda unidades na França e em Doha, no Catar, além da unidade de Nova York.
Um modelo de loja pensado para permanência
A proposta declarada pela Printemps é que o cliente passe mais tempo na loja, com programação de eventos, aulas e encontros que se somam à oferta de moda e beleza, segundo material da própria companhia.
O prédio mantém pop-ups sazonais, como a parceria de verão com a revista ELLE batizada de Club Riviera, que ocupou o Café Jalu com curadoria de marcas francesas, segundo o site oficial da Printemps Nova York.
A loja completou seu primeiro ano de operação em março de 2026, mantendo a proposta original de unir varejo, hospitalidade e programação cultural em um endereço de Lower Manhattan que já teve outro uso, o bancário, por quase um século.
FAQ
A Printemps de Nova York é igual à loja de Paris?
Não. A unidade de Nova York tem 5.110 m², enquanto a loja original na Boulevard Haussmann soma 480 mil m² de área de venda, segundo a WWD. O projeto de Nova York foi concebido como unidade própria, assinada pela arquiteta Laura Gonzalez, e não como réplica da matriz francesa.
O que é o Red Room dentro da loja?
É o antigo salão bancário do edifício One Wall Street, com mosaicos Art Deco de 1920 assinados por Hildreth Meière. Depois de décadas fechado ao público, o espaço reabriu como parte da Printemps, abrigando a coleção de calçados da loja e um bar de coquetéis com 25 lugares.
Por que a Printemps se define como “hospitality project” e não como loja de departamentos?
O modelo combina varejo, bar, restaurante e programação de eventos no mesmo endereço, segundo executivos da companhia citados pela WWD. A proposta declarada é manter o cliente na loja com experiências além da compra, incluindo gastronomia com chef premiado e agenda de eventos temporários.
Por que lojas com esse formato entram no radar de quem viaja para a NRF?
Lojas que combinam varejo, gastronomia e programação de eventos em um único endereço costumam aparecer nos debates sobre experiência de compra durante a NRF Retail’s Big Show.
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Imagem: Gieves Anderson/Wallpaper
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