Economia

Casas Bahia contrata Camille Faria, ex-CFO da Americanas, para liderar a negociação com credores na recuperação judicial

Executiva da Althia Partners, que passou pela Americanas e pela Oi, substitui Mateus Tessler dois dias depois de a Justiça deferir o processamento da recuperação, de R$ 17,3 bilhões em dívidas

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O Grupo Casas Bahia anunciou nesta sexta-feira (23) a chegada de Camille Faria, sócia da Althia Partners, para liderar as negociações com credores e conduzir o plano de recuperação judicial, que busca reestruturar dívidas de R$ 17,3 bilhões. A nomeação vem dois dias depois de a Justiça de SP deferir o processamento do pedido.

Camille Faria vem da Americanas e da Oi

Camille foi CFO e diretora de relações com investidores da Americanas por quase três anos, até dezembro de 2025, e liderou as negociações com credores no plano da varejista, que teve dívidas de cerca de R$ 43 bilhões. Antes, atuou na reestruturação da Oi. A Althia Partners é uma boutique financeira de recuperação de empresas.

Ela substitui Mateus Tessler, ex-sócio da Jive Mauá, em transição que a companhia chama de consensual, e ele segue colaborando de forma pontual. A mudança tem o apoio do conselho e da controladora, a Mapa Capital, e, segundo a Casas Bahia, não altera a estratégia.

Casas Bahia pediu recuperação judicial em agosto, após prejuízo de R$ 10,1 bilhões

A Casas Bahia protocolou o pedido em agosto, para dez empresas, com dívidas de R$ 17,3 bilhões, cerca de 95% sem garantia, e mais de 28 mil credores. É a segunda reestruturação em dois anos, após a recuperação extrajudicial de 2024.

O pedido veio um dia depois de a empresa divulgar prejuízo de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre. Fechou 298 lojas, tem 1.033 unidades e patrimônio líquido negativo de R$ 8,27 bilhões em 30 de junho. A Mapa Capital, gestora de situações especiais, assumiu o controle em 2025, ao converter em ações debêntures de bancos credores.

Em 21 de outubro, a Justiça deferiu o processamento e manteve a proteção de 180 dias contra execuções. A empresa tem 30 dias para entregar documentos pendentes, e a decisão não aprova um plano, que ainda será apresentado e votado pelos credores.

A chegada coincide com o fim da recuperação judicial da Americanas, decretado em 19 de outubro, 1.369 dias depois do pedido.

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Imagem: Divulgação/Casas Bahia

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