Economia

Varejo físico recua 1,9% no 3º trimestre, aponta Seed

Índice da Seed mostra quedas de 1,1% em julho, 1,5% em agosto e 3,1% em setembro; Sudeste cai 2,8% e Sul sobe 1,6%

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D2C- Varejo físico outdoor vivo

O fluxo de consumidores no varejo físico brasileiro caiu 1,9% no terceiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Índice de Intenção de Compra do Varejo (IICV), da Seed Digital. O balanço, divulgado em 3 de novembro, reúne retrações de 1,1% em julho, 1,5% em agosto e 3,1% em setembro.

A Seed associa o resultado a juros elevados, chuvas ligadas ao El Niño e incerteza política. Segundo a empresa, a Selic em patamar alto encareceu crédito e parcelamento e levou as famílias a priorizar a quitação de dívidas. O IICV acompanha a circulação de consumidores nas lojas, e não o faturamento do setor.

Varejo físico: rua e shopping fecham o trimestre com a mesma queda

Lojas de rua e shopping centers terminaram o trimestre com retração de 1,9% cada, segundo a Seed. No terceiro trimestre de 2025, o fluxo geral havia crescido 0,8%, conforme divulgado na época pela empresa.

A trajetória mensal foi diferente nos dois canais. As lojas de rua pioraram de julho a setembro, enquanto os shoppings se recuperaram na reta final do período.

Em julho, de acordo com as edições anteriores do índice, os shoppings haviam recuado 5,1% e as lojas de rua, 0,3%. A Seed relaciona a melhora dos centros de compras à busca por segurança, infraestrutura coberta e conveniência em dias de mau tempo.

O Sudeste registrou a maior queda entre as regiões, de 2,8%. Segundo a Seed, pesaram o clima e a migração de compras para o e-commerce. O Nordeste recuou 2,1%, e o Centro-Oeste e o Norte, 1,9% cada.

O Sul foi a única região em alta, com avanço de 1,6%. O resultado foi sustentado por julho e agosto, meses em que o fluxo regional havia crescido 6,7% e 8,4%, antes da piora de setembro, que a Seed relaciona a tempestades.

O primeiro turno das eleições, em 4 de outubro, não entra no resultado do trimestre. Segundo a Seed, naquele domingo o fluxo caiu 64,1% nas lojas de rua e 54,8% nos shoppings em relação a datas comuns.

Para o quarto trimestre, período da Black Friday e do Natal, Sidnei Raulino, CEO da Seed Digital, diz que a recuperação do varejo físico depende da conversão do tráfego existente.

“Cada cliente que entrar na loja precisa ser trabalhado com atendimento consultivo”, afirma Raulino, que também cita agilidade e integração entre canais.

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Imagem: Magnific

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