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Só 16,1% dos produtos tiveram desconto acima de 15% na Black Friday de 2025, e 28,4% ficaram entre 5% e 15%, mostra Timelens

Levantamento com 2.373 produtos aponta 10,1% na faixa de 2% a 5%, e a empresa vê criadores de conteúdo e comunidades no WhatsApp como curadores de ofertas

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Entre os 2.373 produtos que a Timelens monitorou na Black Friday de 2025, 16,1% tiveram desconto acima de 15%, 28,4% ficaram na faixa de 5% a 15% e 10,1% na de 2% a 5%, segundo a empresa de inteligência de dados e comportamento digital da FutureBrand São Paulo.

Pelo cálculo do portal, a soma das três faixas indica que 54,6% dos itens tiveram algum desconto. Os outros 45,4% não entregaram economia real, segundo a Timelens, sendo 21% sem alteração de preço, 21% mais caros que nos dias normais e 3,4% com falso desconto, quando o valor é inflado às vésperas para simular uma queda.

A análise reuniu mais de 809 mil observações de preços em sites de comparação, de setembro a dezembro de 2025, segundo a empresa. A Central do Varejo publicou os números gerais do levantamento em 15 de outubro.

Linha branca e eletroportáteis tiveram quedas consistentes. Mercado, farmácia, brinquedos, moda e acessórios passaram pela data sem variações significativas, segundo a Timelens.

O que a Timelens indica para a Black Friday 2026

Com a Black Friday 2026 marcada para 27 de novembro, a Timelens descreve o consumidor como um “auditor de oportunidades”, que prioriza o empilhamento de vantagens verificáveis. As buscas por cashback e programas de pontos crescem 8,3% ao ano, e as por cupons de desconto, 4,4%. As de desconto direto no preço recuaram 3,2% ao ano.

Para Rafael Arty, diretor comercial da Timelens, a queda indica migração para comunidades fechadas de ofertas, em canais como WhatsApp e Telegram. “O creator deixou de ser um mero canal de alcance para se tornar um curador de confiança, capaz de garimpar cupons e condições reais para a sua comunidade”, afirmou.

Segundo ele, a oportunidade das marcas está em dialogar onde a recomendação e a validação de valor acontecem.

Luara Canobre, diretora de operações da Timelens, disse que o cenário exige mudança de abordagem das marcas, com “menos foco em criar a sensação de oportunidade e mais atenção à construção de uma oferta que seja percebida como vantajosa de ponta a ponta”.

Segundo a empresa, a data se diluiu no calendário. As menções a “Black November” nas redes sociais subiram 298,5%, as a “Black Week”, 105,3%, e as a “Black Friday”, 33,8%.

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