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Black Friday: como identificar lojas falsas antes de cair em golpes

Criminosos usam domínios semelhantes aos oficiais, anúncios e perfis falsos para enganar consumidores; monitoramento preventivo busca bloquear ameaças antes que atinjam as vítimas

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golpes na black friday

A aproximação da Black Friday 2026 também exige atenção aos riscos de fraudes digitais. Enquanto o comércio prepara campanhas e descontos, criminosos criam sites, anúncios e perfis falsos que imitam marcas conhecidas para atrair consumidores e obter pagamentos ou dados pessoais.

Uma das estratégias mais comuns é registrar domínios semelhantes aos endereços oficiais das empresas. A mudança de uma letra ou a inclusão de uma palavra no link pode fazer com que uma página fraudulenta pareça legítima, aumentando o risco de compras em lojas que não entregarão os produtos.

Como funcionam os golpes na Black Friday?

O objetivo dos criminosos é convencer o consumidor de que ele está comprando em uma loja verdadeira. Depois do pagamento, a mercadoria pode não ser entregue, e o comprador precisa buscar meios para contestar a transação e tentar recuperar o dinheiro.

As fraudes também podem envolver perfis falsos nas redes sociais, aplicativos fraudulentos e páginas que reproduzem a aparência de plataformas bancárias ou de meios de pagamento.

Nesses casos, o risco não se limita à perda financeira de uma compra. Os criminosos também podem tentar obter senhas, dados pessoais e informações bancárias. As consequências podem incluir operações não autorizadas e reclamações direcionadas a empresas que tiveram seus nomes utilizados indevidamente.

Além dos prejuízos aos consumidores, as marcas podem enfrentar danos à reputação e precisar responder a reclamações relacionadas a vendas que não realizaram.

Qual é o tamanho do risco de fraude na Black Friday?

Dados da Serasa Experian mostram a dimensão das tentativas de fraude durante uma edição anterior da data. Entre 28 de novembro e 1º de dezembro de 2024, foram interceptadas mais de 30 mil tentativas de fraude digital entre 5,2 milhões de transações monitoradas.

Segundo o levantamento, a atuação preventiva evitou perdas de R$ 51,8 milhões. A análise também identificou uma concentração maior de tentativas durante a madrugada, quando a taxa de ataques chegou a 2%, o dobro da média diária.

Os números se referem ao período monitorado em 2024 e não representam uma estimativa de fraudes para a Black Friday de 2026. Ainda assim, ajudam a dimensionar os desafios enfrentados por empresas e consumidores durante períodos de maior atividade comercial.

Como a tecnologia pode detectar lojas falsas antes das compras?

A inteligência artificial pode ser utilizada tanto na criação de golpes quanto na identificação antecipada de possíveis ameaças. Nesse contexto, ferramentas de monitoramento digital buscam reconhecer sinais de fraude antes que os criminosos consigam atingir um grande número de consumidores.

A Mercurius Cybersecurity utiliza tecnologia da BforeAI para analisar novos registros de domínios e elementos da infraestrutura da internet associados a possíveis atividades fraudulentas.

Segundo a BforeAI, 93% das remoções ocorrem antes que os sites publiquem conteúdo. O dado apresentado pela empresa se refere ao momento em que essas páginas são removidas, antes de disponibilizarem material publicamente.

O processo combina monitoramento, análise preditiva e verificação de possíveis ameaças. Quando um endereço é identificado como suspeito de imitar uma marca, a empresa pode solicitar sua remoção aos provedores responsáveis.

Enquanto o procedimento é realizado, os endereços identificados também podem ser incluídos em mecanismos de bloqueio para reduzir a exposição dos usuários. A abordagem pode abranger lojas virtuais clonadas, anúncios enganosos, perfis falsos em redes sociais e aplicativos que se passam por empresas legítimas.

“Não se trata apenas de reagir mais rápido, mas de intervir em uma etapa anterior da fraude, quando ainda é possível reduzir as chances de que ela chegue às suas potenciais vítimas”, afirma Marcos Reis, CEO e fundador da Mercurius Cybersecurity.

Como evitar golpes na Black Friday?

A identificação antecipada de páginas fraudulentas pode ajudar a reduzir os riscos, mas os consumidores também precisam adotar medidas de segurança durante as compras. A primeira recomendação é acessar as lojas por seus endereços oficiais, evitando links recebidos por mensagens ou encontrados em anúncios cuja origem não possa ser confirmada.

Para evitar golpes na Black Friday, é importante conferir cuidadosamente o endereço eletrônico antes de informar dados pessoais ou realizar pagamentos. Pequenas diferenças na grafia do domínio podem indicar uma tentativa de imitação.

Descontos muito acima dos praticados normalmente merecem atenção. Embora as promoções façam parte da Black Friday, o preço baixo, isoladamente, não comprova que uma oferta seja legítima.

Outra medida é verificar se o perfil que divulga a promoção corresponde aos canais oficiais da empresa. O mesmo cuidado vale para aplicativos e páginas de pagamento, que podem reproduzir a identidade visual de serviços conhecidos para obter informações financeiras.

Caso não seja possível confirmar a autenticidade de uma página, o mais seguro é não inserir dados nem concluir a transação até verificar sua procedência.

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Imagem: Magnific

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