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Canetas emagrecedoras chegam a 25 registros no Brasil, e médicos ouvidos pela Febrafar ainda veem o custo como barreira ao tratamento

Ministério da Saúde diz que o preço nas farmácias caiu cerca de 70% em menos de um ano, e médicos ouvidos pela Febrafar estimam que 65% dos pacientes interrompem o uso por custo

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Canetas emagrecedoras

O Brasil tem 25 canetas emagrecedoras registradas, 14 delas em 2026, segundo o Ministério da Saúde, que afirma que os preços nas farmácias caíram cerca de 70% em menos de um ano. Pesquisa do Instituto IFEPEC, feita a pedido da Febrafar com 1.067 médicos, indica que o custo ainda limita o tratamento.

Os médicos estimam, em média, que 65% dos pacientes interrompem o uso ou não mantêm a dose recomendada por limitações financeiras. Calculam também que só 28% dos pacientes aptos conseguem arcar com o tratamento, índice que subiria para 45% com redução de cerca de 35% nos preços, segundo a Febrafar.

As entrevistas ocorreram entre abril e maio, antes dos registros de julho a setembro, e os resultados foram divulgados em junho.

Depois do Ozivy, da EMS, registrado em maio com o mesmo princípio ativo do Ozempic, a Anvisa aprovou em julho cinco produtos de semaglutida sintética, Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy e Orsema.

Em agosto, registrou o primeiro genérico de semaglutida, da EMS, o similar Semaclique e um segundo genérico, ambos da Germed, e o similar Yluméc, da EMS.

Em 8 de setembro, a agência aprovou dois genéricos de liraglutida, também da EMS. A patente da semaglutida expirou em 20 de março.

Em 24 de setembro, o Ministério da Saúde pediu à Conitec a incorporação das canetas ao SUS e estima que compras em escala possam reduzir em 80% a 90% o preço de aquisição.

Farmácias recebem novas canetas emagrecedoras

A Farmarcas, que reúne 11 redes e mais de 1.700 farmácias, recebeu os primeiros lotes do Ozivy, segundo a Febrafar. Edison Tamascia, presidente da Febrafar e da Farmarcas, afirma que o ponto a acompanhar é o acesso, porque há demanda que o custo impede de ser atendida.

Para Fábio Chacon, diretor da Farmarcas, a categoria exige das farmácias gestão mais cuidadosa de estoque, preço, disponibilidade e orientação ao consumidor. “O mercado está deixando de trabalhar com poucas opções e entrando em uma fase de maior variedade de produtos”, afirma.

A venda exige prescrição médica, segundo a Anvisa. A pesquisa registra que, em média, 7% dos pacientes chegam à primeira consulta informando já ter usado medicamentos da classe sem receita, de acordo com os médicos ouvidos.

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Imagem: Magnific

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