Comportamento
Cerveja sem álcool chega a 3,9% do consumo nacional, diz Neogrid
Levantamento mostra alta no tíquete médio e maior presença nos carrinhos, em contraste com queda de 10,4% no volume total de cerveja consumido no país
A cerveja sem álcool passou de 2,5% do volume total de cervejas consumidas no Brasil em 2024 para 3,9% em 2026, avanço de 1,4 ponto percentual, segundo levantamento da Neogrid, empresa de tecnologia e inteligência de dados para a cadeia de consumo.
O avanço acompanha o posicionamento do Brasil como o segundo maior mercado mundial de cerveja zero álcool, segundo dados da World Brewing Alliance (WBA). No varejo, a incidência da categoria nos carrinhos de compras saltou de 4,4% para 5,6% entre 2024 e 2026. No mesmo período, o tíquete médio das compras de cerveja sem álcool subiu mais de 20%, de R$ 26,41 para R$ 31,94, e o número médio de itens por compra passou de 4,6 para 5,5 unidades.
“A cerveja sem álcool deixou de ocupar um espaço de nicho para ganhar relevância dentro da categoria”, afirma Marcelo Alves, gerente executivo de Dados da Neogrid.

Cerveja sem álcool cresce em ritmo distinto entre as regiões
A região Norte teve a evolução mais acelerada, de 1,9% em 2024 para 4,2% em 2026. O Sul segue liderando em participação regional, com 6%, acima da média nacional de 3,9%.
O tíquete médio também variou por região: no Centro-Oeste, passou de R$ 26,28 para R$ 31,03; no Nordeste, de R$ 27,18 para R$ 37,47; no Norte, de R$ 32,54 para R$ 35,89; no Sudeste, de R$ 26,31 para R$ 31,24; e no Sul, de R$ 28,10 para R$ 32,10.
Pesquisa da Ipsos-Ipec para o Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA) mostra que 64% dos adultos afirmaram não consumir bebidas alcoólicas em 2025, ante 55% em 2023. Entre jovens de 18 a 24 anos, a abstinência passou de 46% para 64%, e na faixa de 25 a 34 anos, de 47% para 61%.
Segundo a Neogrid, esse comportamento ajuda a explicar a retração do mercado cervejeiro tradicional entre 2024 e 2025, com queda de 10,4% no volume total consumido. A participação das cervejas claras recuou de 92,5% para 90,7% no período, enquanto cervejas artesanais avançaram de 3,6% para 3,9%, cervejas escuras de 1,2% para 1,3%, e chopp de 0,1% para 0,2%.
“O mercado cervejeiro está vivenciando uma diversificação importante, e isso exige uma leitura cada vez mais rápida do comportamento de consumo. Categorias que antes tinham baixa representatividade começam a obter significância e demandam um planejamento mais preciso nas gôndolas”, afirma Alves.
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Infográfico gerado com auxílio de inteligência artificial
Imagem: Divulgação
