Comportamento
Pagamentos em espécie ainda representam até 30% das vendas no varejo
Levantamento mostra que dinheiro físico segue relevante em supermercados, farmácias e postos, mesmo com 83% das operações bancárias já realizadas por canais digitais
Mesmo com a consolidação dos meios digitais de pagamento, entre 20% e 30% das vendas em supermercados, farmácias e postos de combustíveis têm pagamentos em espécie, segundo levantamento da Saque e Pague, empresa de terminais de autoatendimento.
Segundo a pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2026, divulgada em junho, 83% das operações bancárias no país já são realizadas por canais digitais, principalmente pelo smartphone. Ainda assim, as cédulas seguem desempenhando papel relevante no comércio físico, sobretudo em regiões periféricas: dados do Data Favela mostram que essas comunidades movimentam mais de R$ 300 bilhões por ano, com o dinheiro físico como pilar do varejo de bairro.
“Hoje, o consumidor quer liberdade para escolher como vai pagar. Cabe ao lojista estar preparado para oferecer uma experiência fluida, seja por aproximação, Pix ou com cédula”, afirma Ronald Kellermann, diretor comercial da Saque e Pague.
Pagamentos em espécie ganham relevância com redução de agências bancárias
A permanência dos pagamentos em espécie acompanha a redução da presença física de agências bancárias tradicionais em diversas cidades brasileiras. Com menos pontos de atendimento disponíveis, supermercados, postos de combustíveis e outros estabelecimentos passam a funcionar também como pontos de acesso a serviços financeiros básicos para a população.
“Os terminais de autoatendimento deixaram de cumprir apenas a função de saque e depósito para se tornar uma ferramenta eficiente para o varejo. Além de facilitar a gestão do numerário, a tecnologia reduz riscos relacionados ao armazenamento de valores em caixa e contribui diretamente para aumentar o fluxo de consumidores no estabelecimento”, afirma Kellermann.
Segundo a empresa, em uma rede de postos de combustíveis atendida pela Saque e Pague, três em cada dez consumidores que utilizam o terminal de autoatendimento acabam comprando na loja de conveniência do local.
Os terminais da rede também permitem saques e depósitos para diferentes instituições financeiras, incluindo bancos digitais. “A tecnologia precisa simplificar a rotina do negócio. Quando o lojista consegue reduzir custos operacionais, agilizar a gestão do caixa e, ao mesmo tempo, oferecer conveniência ao cliente, ele ganha eficiência e fortalece a própria operação”, afirma Carlos Vaini, gerente comercial da Saque e Pague.
Leia também:
- Pagamentos digitais são usados por 3 entre 10 brasileiros.
- Pix se torna meio de pagamento preferido dos brasileiros.
- Pix avança em projeto de internacionalização.
Imagem: Agência Brasil
