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Drex: o que é e em que fase está o real digital do BC

Plataforma de testes saiu do ar em novembro de 2025 e iniciativas de B3, Anbima, Núclea e Cerc avançam enquanto o BC não define a nova fase

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O Drex, projeto de moeda digital do Banco Central (BC), teve a plataforma de testes desligada em novembro de 2025, segundo o InfoMoney, e a retomada do piloto só é esperada para 2027, de acordo com o Valor Econômico.

O piloto reuniu 55 participantes desde 2023, entre empresas de criptoativos e bancos, e trabalhou 13 casos de uso, segundo o Valor. Enquanto o BC não define a próxima etapa, Anbima, B3, Núclea e Cerc avançam com projetos próprios de tokenização.

O que é o Drex, o real digital do Banco Central

Quando o Drex foi anunciado, o BC e o governo federal o apresentaram como moeda digital de banco central (CBDC, na sigla em inglês) e como opção adicional às cédulas, segundo a CNN Brasil.

O piloto começou em 2023 e rodou sobre a rede Hyperledger Besu, tecnologia de registro distribuído, de acordo com o InfoMoney.

A versão prevista para 2025 incluía a tokenização de ativos, que é a criação de uma versão digital de um bem, registrada em rede, segundo a Gazeta do Povo.

Em que fase está o Drex em 2026

Em agosto de 2025, o coordenador do Drex no BC, Fabio Araujo, confirmou no evento Blockchain Rio que a fase seguinte deixaria o blockchain de lado, segundo o Seu Dinheiro. A primeira entrega estava prevista para o segundo semestre de 2026.

O objetivo seria permitir que ativos sirvam de garantia em operações de crédito mesmo quando registrados em instituições diferentes.

Em 4 de novembro de 2025, o BC comunicou aos consórcios do piloto a decisão de desligar a plataforma, de acordo com o InfoMoney. A aposentadoria da tecnologia valeria a partir da segunda-feira (10), segundo o InvestNews.

Em 12 de novembro de 2025, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, afirmou que a tecnologia estudada se mostrou inviável, segundo a CNN Brasil. A reportagem registra que o BC seguirá com uma infraestrutura para transações seguras com ativos digitais, sem data para a substituta.

Fontes do mercado ouvidas pelo Valor indicam que nenhuma etapa seguinte foi aberta desde novembro de 2025 e que a retomada é esperada para 2027.

Por que o Banco Central desligou a plataforma

Segundo o InvestNews, o BC ainda não resolveu as questões de privacidade e segurança. A Folha de S.Paulo, citada pelo Olhar Digital, relatou que os testes deixaram sem solução o equilíbrio entre privacidade e integração dos serviços operados na plataforma.

Ainda de acordo com o Olhar Digital, o BC redirecionou o projeto para um piloto de gravames, que são registros indicando quando um ativo está vinculado a um financiamento ou serve de garantia.

André Carneiro, CEO da BBChain, que participou do projeto, afirmou que a fase 2 cumpriu seu papel, segundo o Portal Infodot.

A Febraban, de acordo com a mesma publicação, avalia que o desligamento demonstra compromisso do BC com a segurança e a estabilidade da infraestrutura futura.

O que muda para o varejo com o Drex e a tokenização

A Gazeta do Povo informou que a primeira versão do Drex não teria acesso do público. Por esse desenho, o foco do projeto fica no crédito com garantia, conforme o Seu Dinheiro.

Segundo o Finsiders Brasil, participantes do ecossistema enxergam nas duplicatas escriturais um caminho para a fase 3 do projeto.

No mercado, a Núclea afirma ter tokenizado mais de R$ 1 bilhão em duplicatas mercantis, de acordo com o Valor. A Cerc lançou em julho de 2026 uma plataforma de interoperabilidade.

A Anbima testa com cerca de 50 instituições fundos e debêntures representados em blockchain, e a B3 desenvolve uma tokenizadora e a stablecoin de real B3RL, segundo o mesmo jornal.

Com o Drex sem etapa em andamento, essas iniciativas respondem hoje pela tokenização no Brasil, conforme o Valor.

Perguntas frequentes

O que é o Drex?

O Drex é o projeto de moeda digital do Banco Central do Brasil, também chamado de real digital. Quando foi anunciado, o BC e o governo federal o apresentaram como moeda digital de banco central (CBDC), segundo a CNN Brasil. O piloto começou em 2023 com bancos e empresas de criptoativos, em rede Hyperledger Besu. Após o desligamento dessa plataforma, em novembro de 2025, o projeto passou a priorizar a reconciliação de gravames, de acordo com o Olhar Digital.

O Drex já foi lançado?

O Drex não foi lançado ao público. O piloto teve duas fases, e a segunda terminou em novembro de 2025, segundo o Valor Econômico. O jornal informou que nenhuma etapa seguinte foi aberta desde então e que a retomada só é esperada para 2027, conforme fontes do mercado. A Gazeta do Povo já havia informado que a primeira versão do projeto não teria acesso do público. Mudanças de calendário são divulgadas na página oficial do Drex, no site do Banco Central.

O Drex acabou?

O projeto Drex segue ativo, segundo fontes ouvidas pelo InfoMoney, que afirmam que o BC dará início a uma terceira fase. A plataforma baseada em Hyperledger Besu foi desligada em novembro de 2025. O Valor Investe chegou a noticiar o fim do projeto, enquanto a Folha de S.Paulo descreveu uma reestruturação, segundo o Olhar Digital. Na ocasião, o BC ainda não havia se pronunciado oficialmente sobre o status do Drex.

Por que o Banco Central desligou a plataforma do Drex?

O Banco Central desligou a plataforma do Drex porque os testes deixaram pendentes as questões de privacidade e segurança, segundo o InvestNews. A Folha de S.Paulo, citada pelo Olhar Digital, relatou que os testes deixaram sem solução o equilíbrio entre privacidade e integração dos serviços. Em 12 de novembro de 2025, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, afirmou que a tecnologia estudada se mostrou inviável, de acordo com a CNN Brasil.

O uso do Drex será obrigatório?

O uso do Drex não será obrigatório, segundo o SpaceMoney, que registra desmentidos do Banco Central a boatos sobre o projeto e informa que a adesão seria voluntária. A informação vale para o desenho anunciado em 2025. Desde então o escopo mudou, e a primeira versão passou a ser voltada a instituições financeiras, cartórios e corretores, com foco na reconciliação de garantias de crédito, de acordo com a Folha CG.

O que é reconciliação de gravames no Drex?

Reconciliação de gravames é o processo de verificar se uma garantia de crédito já está vinculada a outro compromisso, segundo o blog da Azify. Gravames são registros jurídicos de ativos dados em garantia, como alienações fiduciárias, penhoras e hipotecas, de acordo com o blog da Finfy. O objetivo, segundo o Seu Dinheiro, é permitir o uso de ativos como garantia de crédito mesmo quando registrados em instituições diferentes.

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Imagem: Reprodução

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