Economia
Legumes sobem 15,1% em maio e lideram alta dos alimentos no país, aponta Neogrid
Frio reduz produtividade agrícola e pressiona hortaliças; no acumulado do ano, categoria acumula alta de 44,2%; ovos, café e carne suína recuam no período
A chegada das temperaturas mais baixas elevou os preços das hortaliças em maio, com a categoria de legumes registrando a maior alta entre os alimentos monitorados no período. Segundo o estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, da Neogrid, o preço médio dos legumes avançou 15,1% em relação a abril, passando de R$ 6,89 para R$ 7,93, com altas registradas em todas as regiões do Brasil.
“As categorias mais pressionadas em maio são justamente aquelas mais sensíveis à oferta e às condições climáticas. Em épocas mais frias, a produtividade e o ritmo de maturação de alguns produtos podem ser afetados, diminuindo a disponibilidade e elevando os preços ao consumidor”, afirma Marcelo Alves, gerente Executivo de Dados da Neogrid.
Entre os demais itens com alta em maio, o leite em pó subiu 9%, com preço médio variando de R$ 40,47 para R$ 44,10. O feijão avançou 5%, o molho de tomate 3,3% e a água mineral 3,5%.
No campo das quedas, os ovos recuaram 6,5%, com o preço da unidade passando de R$ 0,97 para R$ 0,90. As massas alimentícias secas caíram 3%, o café em pó e em grãos retraiu 2,5%, a carne suína recuou 1,4%, o açúcar caiu 1,1% e o óleo de soja recuou 0,9%, sendo este o único item com redução em todas as regiões do país.
Acumulado no ano
No acumulado entre dezembro de 2025 e maio de 2026, os legumes seguem liderando as maiores altas do varejo alimentar, com valorização de 44,2%, saindo de R$ 5,50 para R$ 7,93. Em seguida aparecem feijão (26,5%), leite UHT (23,9%), carne bovina (6%) e ovos (6%).
“Para os próximos meses, seguimos monitorando o comportamento do clima, especialmente diante das projeções relacionadas ao El Niño. Caso o fenômeno se consolide, alterações no regime de chuvas e nas temperaturas podem gerar novos impactos para a produção agrícola e ampliar a volatilidade em categorias como hortifruti e lácteos, o que exigirá uma cadeia de consumo mais abastecida e preparada para eventualidades”, acrescenta Alves.
O estudo também ressalta a importância da gestão da cadeia de abastecimento em períodos de volatilidade. “O cenário também chama atenção para a importância do abastecimento inteligente em períodos de maior volatilidade. Em categorias sensíveis ao clima, como hortifrútis, a combinação entre previsibilidade de demanda e maior visibilidade dos estoques contribui para decisões de reposição mais assertivas, reduzindo rupturas e desperdícios ao longo da cadeia de consumo”, destaca Alves.
Sudeste
Na região Sudeste, as categorias com maior elevação de preço em maio foram legumes (14,3%), feijão (6,3%), farinha de mandioca (4,5%), leite em pó (2,9%) e molho de tomate (2,7%). Os principais recuos foram observados em ovos (-7,8%), massas alimentícias secas (-2,9%), café em pó e em grãos (-2,7%), óleo de soja (-2,7%) e leite UHT (-2,6%).
Imagem: Envato
