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Temu e IACC ampliam parceria contra falsificação, com canal exclusivo para marcas e resposta em até 48 horas

Programa IACC-Temu permite que marcas associadas encaminhem casos complexos e enviem imagens para monitoramento, enquanto a Receita aperta o cerco a plataformas estrangeiras no Brasil

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Temu

A Temu e a International AntiCounterfeiting Coalition (IACC) ampliaram a colaboração na proteção da propriedade intelectual com o Programa IACC-Temu, iniciativa voluntária que dá às marcas associadas um canal exclusivo para casos complexos de violação, com resposta em até 48 horas.

Programa IACC-Temu permite encaminhar casos e enviar imagens para monitoramento

Pelo programa, as marcas usam o Portal Global da IACC para encaminhar notificações pendentes, pedidos de nova análise e notificações rejeitadas. Também podem enviar palavras-chave e imagens para a Temu identificar violações antes de serem denunciadas, e participar de reuniões trimestrais com a coalizão e a plataforma.

O programa complementa os canais de denúncia existentes, abertos a todos os titulares de direitos, e veio depois de a Temu entrar na IACC como membro geral, no início de 2026. Segundo Bob Barchiesi, presidente da IACC, a iniciativa nasceu de uma reunião com Dada Sun, cofundadora da Temu, e os primeiros resultados são positivos.

Segundo o Relatório de Proteção da Propriedade Intelectual de 2026 da Temu, para cada anúncio removido após denúncia, outros 331 saíram do ar antes de serem denunciados. A base de monitoramento cobre mais de 15 mil marcas, cerca de três vezes o número do ano anterior, com 47 milhões de imagens e 9,5 milhões de palavras-chave.

Receita aperta fiscalização de plataformas estrangeiras no Brasil

No Brasil, a pressão sobre plataformas de venda internacional cresce. Em julho, a Receita Federal anunciou o Remessa Conforme 2.0, que exclui do programa as plataformas com conformidade abaixo de 98%, inclusive as que permitirem venda de produtos falsificados.

Em outubro, a Operação Play Fake apreendeu nove contêineres da China no Porto do Rio, avaliados em R$ 63 milhões, com brinquedos sem certificação do Inmetro e itens com indícios de falsificação.

Segundo a Abit, foram 26,5 milhões de encomendas internacionais declaradas em agosto, alta de 74% sobre agosto de 2025, depois do fim da “taxa das blusinhas”.

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Imagem: Divulgação/Temu

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