Operação
Walmart usa IA e gêmeos digitais na cadeia de suprimentos
Tecnologia ajuda a simular cenários de ruptura e testar respostas a fechamentos de instalações, atrasos de transporte e mudanças bruscas na demanda, segundo executiva da empresa
O Walmart utiliza inteligência artificial e gêmeos digitais para otimizar sua cadeia de suprimentos, segundo Indira Uppuluri, vice-presidente sênior de Tecnologia de Supply Chain da empresa, em entrevista ao portal CIO Dive.
Modelos preditivos já eram usados no setor de supply chain, mas o volume de dados e as ferramentas de IA disponíveis hoje ampliam os sinais que as equipes conseguem interpretar, segundo Uppuluri. A empresa tem acesso a modelos de linguagem de grande porte e modelos de código aberto usados por empresas, além de desenvolver ferramentas próprias de IA com equipes de ciência de dados.
Gêmeos digitais simulam impacto de rupturas na rede logística
A equipe de supply chain do Walmart é responsável pelos nós da rede (pontos onde produtos são recebidos, processados, armazenados ou enviados) e pelo motor de fulfillment, que administra o estoque e define padrões de entrega ao consumidor. A equipe também supervisiona o transporte de entrada, saída e a etapa intermediária da distribuição, área que ganha relevância com a expansão da entrega no mesmo dia. A Sam’s Club, rede do Walmart, lançou em abril uma opção de entrega em uma hora.
Para otimizar a operação, o Walmart usa agentes de IA que permitem às equipes visualizar como os recursos da empresa estão sendo usados como um todo, em vez de analisar cada nó isoladamente. “Sortimento, velocidade e custo são os três fatores que buscamos equilibrar e otimizar na cadeia de suprimentos”, afirma Uppuluri.
A mesma plataforma interna que ajuda a movimentar produtos também apoia o Walmart na resposta a eventos inesperados. As equipes de transporte usam réplicas virtuais da rede logística para simular como as mercadorias se movem sob estresse, testando respostas a fechamentos de instalações, atrasos de transporte ou mudanças bruscas na demanda.
“Se você de repente tem um incêndio em algum lugar, como reagir rapidamente? Os sistemas por trás das operações usam os dados para chegar a ações que podemos tomar, e nossos funcionários podem implementar essas recomendações”, afirma Uppuluri.
Segundo a executiva, o setor de supply chain evoluiu de modelos estocásticos para modelos de linguagem e, agora, para agentes de IA. “É tanto a cadeia de suprimentos evoluindo quanto os modelos por trás dela evoluindo também”, diz Uppuluri.
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Imagem: Divulgação
Informações: Paige Gross para CIO Dive
Tradução livre: Central do Varejo
