Economia

Varejo lidera perdas na B3 no primeiro pregão após reeleição de Lula, com Magalu em queda de 58%

Ibovespa recuou 13,88%, a maior queda diária desde março de 2020, e a B3 acionou o circuit breaker na abertura do pregão de segunda-feira (26)

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As ações de empresas de varejo estiveram entre as maiores perdas da B3 na segunda-feira (26), primeiro pregão após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O Ibovespa fechou em queda de 13,88%, aos 176.608 pontos, e a bolsa acionou o circuit breaker logo na abertura.

O Magazine Luiza (MGLU3) perdeu 58,23% no fechamento, e a C&A (CEAB3), 47,47%, segundo levantamento do Metrópoles. Foi a maior queda diária do índice desde 16 de março de 2020, quando o Ibovespa recuou 13,92%, de acordo com a InfoMoney. Lula venceu Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno com 51,79% dos votos válidos.

A B3 interrompeu as negociações por 30 minutos depois de uma queda de 10% na abertura, informou o SBT News. Na retomada, o índice chegou a recuar cerca de 17%, sem nova pausa, de acordo com a Suno Notícias.

Uma segunda interrupção só ocorreria com queda de 20% sobre o fechamento anterior, conforme nota da B3 divulgada pelo Jornal de Brasília.

Foi o primeiro acionamento do mecanismo desde março de 2020 e o primeiro após o desfecho de uma eleição presidencial, segundo o SpaceMoney.

Ações varejo: Quero Quero, Grupo SBF e Pague Menos recuam entre 48% e 64%

No fechamento, as Lojas Quero-Quero (LJQQ3) caíram 63,93%, o Grupo SBF (SBFG3), controlador da Centauro, 51,42%, e a Pague Menos (PGMN3), 48,25%, segundo o Metrópoles. No mesmo levantamento, a maior baixa do dia foi a da Simpar, de 64,86%.

Cotações do TradingView captadas entre 14h28 e 14h39 apontaram recuos de 42,94% na Riachuelo (RIAA3), 38,19% no Assaí (ASAI3) e 25,49% na Americanas (AMER3).

Os investidores reavaliam a condução das contas públicas, a trajetória da dívida e a capacidade do governo de criar condições para reduzir os juros. Os juros futuros de prazos longos superaram 16%, de acordo com o BP Money, e o dólar subiu 8,21%, conforme a Suno Notícias.

Para as varejistas, os juros elevados tendem a encarecer o crédito ao consumidor e a pressionar despesas financeiras e decisões de investimento.

O Ibovespa acumula alta de 9,61% em 2026 e queda de 5,22% em outubro, segundo o Minhas Economias.

Na terça-feira (27), por volta das 9h, o Ibovespa futuro subia 0,20%, aos 179.010 pontos.

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Imagem: Freepik

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