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Assaí testa IA para reconhecer produtos por imagem nos caixas

Solução teve 175 mil atendimentos em julho, com 59% dos chamados resolvidos em média de 20 segundos, segundo a empresa

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Fiscal Remoto

O Assaí Atacadista levou o Fiscal Remoto às 313 lojas da rede, em todas as regiões do país. A solução direciona ocorrências das frentes de caixa para uma equipe remota, sem que o fiscal precise se deslocar até o checkout. Em julho, segundo a empresa, foram 175 mil atendimentos, e 59% dos chamados foram resolvidos em média de 20 segundos.

No mesmo período, o Assaí registrou queda de 43% nos acionamentos em relação ao mês anterior, de acordo com a companhia.

A equipe remota atende situações como cancelamento de itens, engano de produto, divergências de preço, troca de operador e vouchers de troca. Para o cliente, o efeito esperado é menos tempo de espera enquanto a ocorrência é resolvida.

Denis Paiotti, diretor de TI do Assaí, afirmou que o Fiscal Remoto integra o uso de tecnologia para responder a desafios da operação e que o objetivo é aplicar a inovação de forma prática, com ganho de produtividade para o negócio.

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Como o Fiscal Remoto saiu do piloto para as 313 lojas

O desenvolvimento começou em 2025, com uma prova de conceito e um piloto em 13 lojas. O projeto foi ampliado para 18 unidades e passou por ajustes de software, processos, procedimentos e automações no sistema de frente de caixa.

A expansão para as demais lojas ocorreu entre março e agosto de 2026, segundo o Assaí.

Inteligência artificial entra na próxima etapa

Hoje, o operador aciona a equipe do Fiscal Remoto quando precisa de suporte. A nova fase prevê o uso de reconhecimento de imagem para identificar situações no atendimento, como ocorrências ligadas ao cancelamento de produtos. Com isso, a equipe remota passa a receber imagens do caso e mais informações para analisar e resolver a ocorrência.

A expectativa do Assaí é ampliar as aplicações da ferramenta de forma gradual, conforme os testes avancem, com a incorporação de novos recursos à operação.

Paiotti disse que a tecnologia precisa estar a serviço do negócio e das pessoas. Segundo ele, o trabalho da área é identificar oportunidades em que soluções digitais, automação e inteligência artificial deixem o varejo e a experiência do cliente mais simples.

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Imagens: Divulgação/Assaí

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