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Grupo SD leva franchising de beleza a 7 países e projeta 40 novas operações no México
Rede com 42 unidades internacionais e 14 anos de atuação global apresenta modelo de expansão baseado em mentalidade, operador local e estrutura dedicada
O Grupo SD, holding das marcas SD Sobrancelha Design, SD Make Up e SD Cílios & Eyebrow Design, acumula 14 anos de operação internacional, 42 unidades em 7 países e 1,16 milhão de atendimentos realizados fora do Brasil. Os números foram apresentados por Alisson Ramalho, do Grupo SD, durante painel no ABF Franchising Summit 2026, nesta segunda-feira (22), em São Paulo. Para o próximo triênio, a rede projeta a abertura de mais 40 operações no México.
Com presença nos Estados Unidos, Guatemala, Equador, El Salvador, México, Panamá e Portugal, o grupo acumulou R$ 2,2 milhões em faturamento ao longo dos últimos cinco anos na operação internacional e catalogou 11 milhões de clientes em sua base global. Ramalho atribuiu esses resultados a uma estrutura construída desde o início da empresa com visão de atuação além das fronteiras brasileiras.
“Quando fundamos a empresa, já tínhamos essa mentalidade”, disse Ramalho, ao apresentar os quatro pilares que orientam a estratégia internacional do grupo: mentalidade, visão, estratégia e execução. Para ele, a preparação para o suporte internacional precisa estar incorporada à cultura da franqueadora antes de qualquer movimento de expansão.
Um dos pontos centrais da apresentação foi o perfil do operador internacional. Ramalho listou seis atributos que considera indispensáveis: ser operador local com conhecimento do mercado, ter domínio contábil e tributário do país de destino, capacidade de investimento, disponibilidade de tempo, capacidade de estruturação de times e experiência empresarial prévia. “Não é aquele cara que está no Brasil e quer conseguir o visto. Tem que ser operador, não só investidor”, afirmou.
Para Ramalho, o franqueado internacional não pode ser aventureiro nem apenas empreendedor. Ele precisa ocupar o centro da estratégia como um parceiro sólido, dentro da operação. “Quando a escala deixa de ter fronteiras, o potencial da sua marca é ilimitado”, disse, ao alertar, na sequência, que escala global exige estrutura global. “As pessoas acabam querendo pisar lá fora e constroem gigantes com pé de barro.”
A estrutura interna necessária para sustentar a internacionalização foi detalhada em quatro frentes. A primeira é um departamento dedicado à internacionalização, com time exclusivo pensando nas operações externas. A segunda é uma área de marketing e branding global com conhecimento de comportamento local, audiência e cultura de consumo de cada mercado — capaz de construir a marca em países diferentes do de origem. A terceira é uma rotina de operações internacionais com calendário e proximidade recorrente com os operadores de cada país. “Não se delega cultura e responsabilidade. Isso se faz por meio de exemplo e presença, e é papel do franqueador”, afirmou Ramalho. A quarta frente é P&D voltado à adequação de produto, embalagem e comunicação para cada mercado. “Se não, você tem um diamante embrulhado em jornal.”
Ramalho também posicionou o franchising internacional como um modelo centrado em comunidade, e não apenas em dados ou tecnologia. “Uma empresa que se eleva para fora não é só data driven, IA driven — franchising é community driven. Lá fora, essa responsabilidade aumenta e amplia”, disse, ao citar as barreiras de idioma, conversão de moeda e capex de entrada como desafios que reforçam a necessidade de relações humanas sólidas.
O painel foi encerrado com uma definição que resumiu a proposta do Grupo SD para a internacionalização do franchising brasileiro. “Internacionalizar não é apenas abrir unidades em outro país. É criar uma cultura capaz de replicar os resultados em qualquer país.”
Por Patricia Cotti – Sócia-diretora da Goakira, Diretora IBEVAR, Colunista Central do Varejo, professora dos MBAs da FIA, ESPM, ESECOM e USP.
