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NP Digital e Chaves na Mão listam leitura, confiança e autoridade como pilares para marcas serem citadas por IA
Rafael Mayrink, da NP Digital, e Flávio Bittencourt, do Chaves na Mão, detalharam dados estruturados, digital PR e divisão de tarefas para marcas serem recomendadas por IA
Rafael Mayrink, CEO da NP Digital, recomendou organizar o SEO para IA em três pilares, leitura, confiança e autoridade de nicho.
O painel Agentic Shopping e LLMs foi mediado por Daniel Zanco, fundador da Central do Varejo.
Os executivos falaram no D2C Summit 2026, que acontece nesta quarta-feira (30), no Distrito Anhembi, em São Paulo.
Também participou Flávio Bittencourt, CEO e fundador do Chaves na Mão, portal de anúncios de imóveis e veículos.
SEO para IA começa por dados estruturados e pela nova busca do consumidor
Mayrink definiu comércio agêntico como a etapa da jornada em que a IA compra no lugar do consumidor.
Segundo ele, se a marca não for citada pela IA, a venda pode não acontecer.
Ele citou o Universal Commerce Protocol, protocolo aberto do Google apresentado na NRF, que conecta agentes de IA a lojas e empresas de frete.
Flávio disse que cerca de 50% do tráfego do Chaves na Mão vem do canal orgânico.
Segundo ele, o custo da mídia paga tende a continuar subindo.
Ele afirmou que a busca mudou. Antes, o consumidor digitava apartamento, dois quartos e bairro.
Hoje, segundo Flávio, o consumidor pede ao ChatGPT um imóvel perto do metrô e com limite de aluguel.
Para Flávio, isso é oportunidade, porque um portal de anúncios é uma base de dados estruturados, com preço, metragem, localização, atualização e fotos.
“Quem tiver o melhor dado, vai ser encontrado”, disse o executivo.
SEO para IA passa por digital PR e por autoridade citada por terceiros
Segundo Mayrink, a pergunta das marcas sobre digital PR deve ser o que elas sabem de bom que a imprensa ainda não sabe.
Ele disse que a base de anúncios do Chaves na Mão mostra perguntas, dúvidas e anseios do consumidor antes da venda.
Como exemplo de autoridade, Mayrink citou a segurança contra golpes, com três níveis de verificação antes de o anúncio ir ao ar.
Para ele, a IA tende a recomendar a plataforma com menos reclamações.
Mayrink afirmou que pesa o que terceiros dizem sobre a marca, mais do que o conteúdo do próprio site.
Flávio disse que a NP Digital levantou as principais perguntas feitas às IAs e produziu matérias publicadas em portais de credibilidade.
Os três pilares
Na leitura, Mayrink recomendou deixar descrições, catálogo, estoque, preço e promoções legíveis para a IA.
Ele também pediu um FAQ baseado nas reclamações reais dos clientes do setor.
Na confiança, o executivo recomendou avaliações verdadeiras, com qualidade, quantidade e frequência.
Segundo Mayrink, se as avaliações apontam falha de produto ou serviço, a empresa deve rever o negócio, pois a IA repete as críticas.
Na autoridade, ele recomendou posicionamento de nicho, como tecnologia para ultramaratonistas acima de 40 anos, e não o melhor produto para todos.
Mayrink citou a Pichau, que não aparecia na busca por melhor PC gamer.
Após o mapeamento de milhares de SKUs, disse ele, a AI Overview passou a indicar a loja.
SEO para IA exige equipe interna e apoio externo na distribuição
Flávio afirmou que o Chaves na Mão mantém internamente os dados de comportamento de compra e os redatores do blog.
As redes sociais, as parcerias com influenciadores e o monitoramento das plataformas também ficam dentro de casa, disse ele.
A distribuição, segundo ele, fica com a NP Digital, que executa esse trabalho com mais rapidez.
Ao final, Mayrink propôs três checagens às marcas, sobre leitura fácil e consistente entre plataformas, aumento da confiança e presença de autoridade de nicho.
O executivo disse ainda que o SEO tradicional segue necessário, com title, meta description, H1, H2, velocidade e dados estruturados.
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Imagens: Central do Varejo
