Investimentos
Time lista as 10 empresas de varejo mais influentes de 2026
A revista Time divulgou a lista das 10 empresas de varejo mais influentes de 2026, destacando companhias que vêm redefinindo o setor a partir de tecnologia, novos modelos de negócio e mudanças no comportamento do consumidor. A seleção é um desdobramento da tradicional lista anual das 100 empresas mais influentes, com foco ampliado em setores específicos para identificar movimentos estruturais nas indústrias.
Entre os principais pontos observados, estão a incorporação de inteligência artificial (IA) ao comércio eletrônico, a digitalização de lojas físicas, o avanço do live shopping e a valorização de propostas que combinam experiência e conveniência. A lista também evidencia a retomada de formatos tradicionais, como livrarias, agora reposicionadas estrategicamente.
As 10 mais influentes do varejo em 2026
Um dos destaques é a Quince, que ganhou espaço ao apostar na oferta de produtos considerados premium, como cashmere e linho, a preços mais acessíveis. Inicialmente recebida com ceticismo, a estratégia permitiu à empresa expandir seu portfólio para diferentes categorias, incluindo malas, joias, itens de casa e até alimentos. Em março de 2026, a companhia anunciou uma rodada de investimento Série E de US$ 500 milhões, elevando sua avaliação para US$ 10,1 bilhões.
A francesa Vusion aparece na lista como representante da digitalização do varejo físico. Especializada em etiquetas eletrônicas, a empresa substitui o papel por sistemas conectados que permitem atualizar preços e promoções em tempo real. Com parcerias com grandes redes globais, registrou receita de US$ 1,79 bilhão em 2025, crescimento de 51% em relação ao ano anterior.
Outro caso destacado é o da Barnes & Noble, que passou por um processo de reestruturação após anos de queda. Desde 2019, quando foi adquirida pelo grupo Elliott, a empresa reposicionou sua estratégia, voltando o foco para livros e experiência em loja. Em 2025, abriu cerca de 60 novas unidades e mantém expansão em andamento.
A Back Market representa a tendência de consumo sustentável. A empresa criou um marketplace dedicado a produtos eletrônicos recondicionados e hoje conta com 18 milhões de clientes. Em 2025, movimentou US$ 3,5 bilhões, crescimento de 32% em relação ao ano anterior.
No segmento de ótica, a Warby Parker também integra a lista. Fundada em 2010, a companhia ampliou sua presença física, com mais de 330 lojas nos Estados Unidos. Após abandonar o modelo de teste domiciliar, passou a priorizar pontos físicos e planeja lançar lentes inteligentes com IA em parceria com a Google em 2026.
O live commerce aparece representado pela Whatnot, que combina transmissões em tempo real com vendas diretas. A plataforma reúne vendedores que apresentam produtos variados enquanto consumidores compram ou participam de lances instantâneos. Segundo dados da empresa, usuários passam, em média, 95 minutos por dia no aplicativo.
Já a DoorDash destaca-se pela expansão logística e uso de tecnologia. A empresa investe em robôs autônomos e soluções de IA, além de ter firmado parceria com a Serve Robotics e adquirido a Deliveroo para ampliar presença no Reino Unido.
No modelo de assinatura, a Nuuly oferece acesso a peças de vestuário mediante pagamento mensal. Lançada pela URBN, a plataforma permite que usuários escolham itens de um amplo acervo e conta atualmente com cerca de 400 mil assinantes ativos, após crescimento de 53% em 2025.
A britânica Jellycat aparece como exemplo de construção de marca baseada em experiência e conexão emocional. Conhecida por seus brinquedos, a empresa investe em ativações e lojas temáticas, alcançando US$ 446 milhões em vendas em 2024.
Por fim, a Shopify figura como um dos principais nomes na transformação digital do varejo. A empresa aposta no chamado “comércio baseado em agentes”, integrando IA a experiências de compra, inclusive com ferramentas como o ChatGPT. Em 2025, registrou receita de US$ 11,56 bilhões, crescimento de 30%.
*Com informações de Mercado & Consumo
Imagem: Divulgação

