E-commerce
Mobile registra alta de 70% nas vendas de Carnaval no modelo D2C, aponta Nuvemshop
O volume de vendas no varejo digital brasileiro com a palavra “carnaval” cresceu 70% entre janeiro e as semanas que antecederam a folia de 2026, segundo pesquisa da Nuvemshop. De acordo com o estudo NuvemCommerce 2026, o período consolidou o smartphone como principal canal de compra para consumidores que buscaram resolver demandas de última hora.
Com projeção de faturamento de R$ 258 bilhões no e-commerce nacional em 2026, a capacidade de garantir a entrega do produto antes do início das festividades passou a influenciar diretamente a conversão, segundo o levantamento.
Para o cofundador e presidente da Nuvemshop, Alejandro Vázquez, o período pré-carnaval concentra uma janela curta de vendas. “O consumidor de 2026 é extremamente criterioso, mas, na semana que antecede a folia, a conveniência e o prazo de entrega superam qualquer outra variável de decisão. O lojista que remove fricções no checkout móvel e garante o recebimento do produto a tempo das festas captura o cliente que precisa resolver uma necessidade imediata”, afirma.
A empresa, que reúne mais de 180 mil marcas no Brasil e na América Latina no modelo de venda direta ao consumidor (D2C), aponta que ferramentas de atendimento rápido são determinantes para a conversão. O WhatsApp é utilizado por 73% dos lojistas como canal para esclarecer dúvidas e confirmar prazos de entrega.
No recorte por segmentos, Moda e Beleza registraram movimentações relevantes. O setor de Moda, que faturou R$ 2,9 bilhões no último ano, utilizou grupos VIP em aplicativos de mensagens como estratégia de antecipação de vendas. Segundo o estudo, 44% das marcas do segmento adotam grupos de WhatsApp para lançar coleções cápsula e acessórios em formato de “drops”.
Já o setor de Beleza, que apresentou crescimento de 44% no último ano, apostou na venda consultiva de “kits de sobrevivência” por meio do WhatsApp, prática adotada por 69% dos lojistas do segmento.
O levantamento também indica que marcas que utilizam dados para identificar picos de demanda mobile conseguem ajustar estoques e operações para atender à procura concentrada no período. “Ao reduzir a fricção na palma da mão, o varejo digital brasileiro transforma a sazonalidade numa oportunidade de mostrar valor através da velocidade”, comenta Alejandro.
Outro dado do estudo aponta que o Pix respondeu por 49% das transações no ecossistema da plataforma durante o período, reforçando o papel do meio de pagamento nas compras de última hora realizadas por dispositivos móveis.
“O Carnaval é o ápice do varejo visual e emocional no Brasil. O sucesso que vemos no D2C não vem apenas de descontos, mas da capacidade da marca de criar uma comunidade fiel antes mesmo do feriado. Quem usa inteligência de dados para gestão e grupos de mensagens para exclusividade já começa o feriado com o estoque vendido”, afirma o porta-voz da Nuvemshop.
O relatório também aponta que 48% dos lojistas de moda ainda não utilizam tecnologias de personalização, o que, segundo a empresa, evidencia diferenças de maturidade digital entre as marcas. “O relatório aponta que 48% dos lojistas de moda ainda não utilizam tecnologias de personalização, evidenciando o abismo entre marcas maduras e iniciantes, o que pode servir de oportunidade de mercado no futuro”, conclui.
Imagem: Alexandre Schneider/Getty Images
