E-commerce

Pop-ups convertem até 25% no e-commerce brasileiro, aponta estudo; formato gamificado supera versão tradicional em 4,2 vezes

Pesquisa com 100 lojas analisa 26,6 milhões de impressões e revela que excesso de pop-ups reduz conversão em 3,2 vezes; saúde e bem-estar lidera com 6,57% de inscrição

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Pop-ups bem configurados podem converter até 25% dos visitantes de uma loja virtual em leads, mas o excesso do recurso derruba esse desempenho em 3,2 vezes. É o que aponta um levantamento inédito da edrone, ferramenta de CRM e automação de marketing com inteligência artificial para e-commerces, realizado com dados de 100 lojas brasileiras clientes da plataforma. O estudo analisou 26,6 milhões de impressões, 1,2 milhão de cliques e 846 mil inscrições.

O contexto do estudo é de disputa crescente por cada visitante. O e-commerce brasileiro superou R$ 200 bilhões em faturamento em 2025 e a Abiacomm projeta R$ 259 bilhões para 2026. Segundo o relatório Reimagining Commerce, da Episerver, 92% dos consumidores visitam o site de uma marca pela primeira vez por razões que não são realizar uma compra e partem sem deixar nenhum dado.

“Os dados mostram que a maioria dos e-commerces está deixando leads na mesa — não por falta de pop-ups, mas por excesso ou por usar o formato errado para o setor. A diferença entre uma loja com 1% e outra com 25% de taxa de inscrição raramente é o produto: é a estratégia”, afirma Anna Neiva, head de marketing da edrone Brasil.

Setor define o teto de conversão

A variação entre segmentos é o achado de maior impacto do estudo. Saúde e Bem-estar lidera com taxa de inscrição média de 6,57%, enquanto o setor de Eletrônica registra apenas 0,53%, diferença de 12,4 vezes. Moda e Acessórios (3,11%) e Alimentos e Bebidas (3,32%) ficam próximos à média geral de 3,17%.

“Essa diferença entre setores se deve aos diferentes tipos de consumidores e jornadas de compra de cada segmento, que devem ser analisados antes de iniciar uma estratégia de captação de dados”, explica Neiva.

Excesso prejudica o resultado

Lojas com apenas um pop-up ativo convertem a 4,26%. Com seis ou mais exibições simultâneas, a taxa cai para 1,33%, queda de 3,2 vezes. O excesso de interrupções deteriora a experiência do usuário e compromete o desempenho de todos os formatos ao mesmo tempo.

Roleta da Sorte

O formato gamificado de Roleta da Sorte registrou taxa de inscrição média de 13,34%, contra 3,17% da média geral, diferença de 4,2 vezes. Entre as lojas com melhor configuração do formato, as taxas chegam a 25%. A mecânica transforma a captura de e-mail em experiência interativa: o visitante se cadastra, gira a roleta e recebe uma recompensa imediata, como desconto, frete grátis ou brinde.

A marca de calçados femininos UseHitzz implementou o formato em parceria com a agência Etraction. Em 15 dias de campanha, a ação gerou mais de 2.700 novos inscritos e R$ 53.104,65 em faturamento diretamente atribuídos aos cupons da roleta. A campanha rodou com quatro recompensas simultâneas (dois cupons de desconto, frete grátis e brinde) e os cupons de desconto responderam pela maior fatia do faturamento.

“Em poucos dias já vimos crescimento na base e vendas acontecendo através dos cupons da roleta. Foi simples de implementar e trouxe retorno claro”, afirma Dariele Moreira, fundadora da UseHitzz.

Imagem: Magnific

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