Inovação
Mais da metade das empresas brasileiras ainda não utiliza IA em vendas, aponta estudo da Zenvia
Mais da metade das empresas brasileiras ainda não utiliza inteligência artificial (IA) em operações comerciais. É o que aponta a pesquisa “Panorama Zenvia: O que faz as empresas venderem mais colocando o cliente no centro”, segundo a qual 53,5% das companhias no país ainda não adotaram a tecnologia.
Entre as empresas que já utilizam IA, que representam 46,5% da amostra, as aplicações mais comuns estão nas áreas de atendimento, citada por 52% dos respondentes, e prospecção de clientes, mencionada por 38%.
O levantamento indica que o principal benefício percebido pelas empresas que adotaram a tecnologia é o aumento de eficiência, citado por 55% dos participantes. O impacto direto na conversão de vendas foi apontado por 20% dos entrevistados.
“A IA deixou de ser uma promessa de futuro para se tornar o divisor de águas na saúde financeira das empresas. O fato de que metade do mercado ainda ignora essa tecnologia em vendas revela uma lacuna de competitividade preocupante”, afirma Gilsinei Hansen, VP de Negócios, Marketing e Tecnologia da Zenvia.
“O crescimento sustentável nasce de experiências que resolvem problemas reais. Ao integrar inteligência artificial aos canais de relacionamento, como o WhatsApp, é possível transformar dados em conversas que geram valor mensurável e fortalecem relações de longo prazo com impacto em receita”, completa o executivo.
O estudo também identificou desafios relacionados à operação no pós-venda. Para 30% das empresas, a carga de trabalho manual é o principal obstáculo nessa etapa da jornada do cliente. Outros fatores citados foram a falta de integração entre as áreas de vendas e atendimento, mencionada por 28% dos respondentes, e a baixa maturidade digital dos clientes, apontada por 26,5%.
Em relação às tecnologias com maior potencial de impacto nos próximos anos, a inteligência artificial foi citada por 34% dos participantes, superando a automação simples, indicada por 16%, e a omnicanalidade, mencionada por 15%.
A pesquisa ouviu 200 tomadores de decisão em empresas brasileiras, com predominância de gerentes, que representam 29% dos respondentes, e executivos de nível C-level, que somam 18,5%. Segundo o estudo, 34,5% dos participantes têm 50 anos ou mais, perfil que, de acordo com os autores, indica a presença de lideranças experientes no debate sobre digitalização e uso de tecnologia nas operações comerciais.
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