Inovação
WGSN aponta as estratégias que vão guiar inovação e negócios até 2028
Durante o South Summit Brazil, a WGSN apresentou um panorama sobre as forças que devem moldar o comportamento do consumidor e o futuro dos negócios nos próximos anos. Na palestra “Decoding the Future: Strategies That Will Guide Innovation and Business in the Coming Years”, a diretora regional da WGSN no Brasil, Nathalia Bassetti, destacou que a inteligência artificial, as mudanças sociais e a busca por conexão humana estão redefinindo a forma como marcas e consumidores se relacionam.
Um dos pontos centrais da apresentação foi a ideia de que a inteligência artificial deixou de ser um diferencial competitivo e passou a ser apenas uma ferramenta — uma infraestrutura básica para os negócios. Segundo Nathalia, o verdadeiro diferencial das marcas no futuro será a capacidade de gerar emoção, conexão e confiança com as pessoas.
Nesse contexto, a especialista apresentou o conceito de “despertar sensorial” como uma das grandes avenidas de crescimento estratégico. Em um mundo hiperconectado, em que os produtos encontram os consumidores por meio de algoritmos, o que realmente diferencia uma marca é a experiência física e emocional. Dados apresentados mostram que 86% da Geração Z e dos millennials consideram experiências sensoriais um fator decisivo de compra, enquanto 81% dos jovens afirmam que gostariam de conseguir se desconectar mais facilmente dos dispositivos digitais — um paradoxo que ajuda a explicar o retorno das pessoas às lojas físicas e às experiências presenciais.

A palestra também destacou a mudança do consumo de massa para o consumo de nicho e comunidades. Em vez de tentar falar com todos, as marcas precisam entender as comunidades que já existem e se conectar de forma genuína com esses grupos, criando pertencimento e relevância cultural. A lógica deixa de ser demográfica e passa a ser baseada em interesses, valores e identidade.
Outro ponto abordado foi a crise de confiança. Segundo dados apresentados, apenas cerca de metade das pessoas confia em empresas, governos e mídia para fazer o que é certo. Isso deve levar as marcas a um movimento cada vez maior de transparência, validação de produtos e construção de confiança local, com relações mais próximas das comunidades onde atuam.
A mensagem final da WGSN foi clara: o futuro dos negócios não será definido apenas por tecnologia, mas pela capacidade das marcas de criar conexões humanas reais, construir confiança e entender profundamente as comunidades que desejam atingir. Em um mundo cada vez mais digital, o diferencial competitivo será, paradoxalmente, aquilo que é mais humano.
Imagens: Divulgação
