NRA Chicago 2026
NRA Show 2026: painel ‘The Power of Events’ levanta poder dos eventos de foodservice
TripleSeat aponta eventos corporativos e catering como fontes de receita previsível e mais rentável para restaurantes.
Durante a palestra “The Power of Events – Turning Restaurants Moments Into Predictable Revenue”, sobre crescimento de receita no setor de alimentação fora do lar, Chris Pridemore, vice-presidente de Customer Success da TripleSeat, defendeu que eventos corporativos e catering deixem de ser tratados como operações secundárias e passem a integrar a estratégia principal dos restaurantes. Segundo o executivo, operadores que estruturam eventos como modelo de negócio conseguem ampliar previsibilidade de receita, melhorar margens e reduzir incertezas operacionais.
Chris abriu a palestra afirmando que eventos deixaram de ser uma operação secundária para restaurantes e passaram a representar uma fonte previsível e escalável de receita. O executivo explicou que a empresa atua com software de gestão de eventos para mais de 20 mil estabelecimentos no mundo, conectando vendas, operações e experiência do cliente. Antes de entrar na tecnologia, ele compartilhou sua experiência prática como operador de restaurantes e diretor de eventos em Nova York, onde administrava 25 casas e uma operação que movimentava cerca de US$ 15 milhões anuais em eventos.
NRA Show: maximizando o poder de eventos
Chris afirmou que eventos representam um dos recursos de crescimento menos explorados pelo setor de restaurantes atualmente. Segundo ele, enquanto reservas tradicionais dependem de fatores como clima, fluxo e decisões de curto prazo, eventos são planejados com antecedência, possuem orçamento definido e apresentam maior previsibilidade de consumo.
A TripleSeat é uma plataforma de gestão de eventos para restaurantes e hospitalidade que atende mais de 20 mil estabelecimentos globalmente. Segundo o executivo, a empresa atua na integração entre vendas, operações e experiência do cliente para eventos.
De acordo com Chris, eventos corporativos, aniversários, confraternizações e catering possuem potencial de gerar receita mais estável para os operadores. “Eventos não devem ser vistos como overflow. Eles são um motor de crescimento”, afirmou.
Na sequência, o palestrante destacou a principal mudança de mentalidade que, segundo ele, o setor precisa adotar: entender que reservas e eventos possuem dinâmicas diferentes. Enquanto reservas são transacionais e dependem de fatores como clima e fluxo espontâneo, eventos são planejados com antecedência, orçamento definido e intenção clara de consumo.
“Eventos ajudam a remover incertezas”, afirmou. Segundo ele, menus fechados, depósitos antecipados e previsibilidade operacional tornam esse modelo mais rentável e mais fácil de executar.
O executivo apresentou dados da plataforma indicando que clientes da TripleSeat movimentaram US$ 13,2 bilhões em receita de eventos em 2025. Segundo ele, a receita média com eventos entre os clientes da empresa cresceu 4,4% em relação ao ano anterior, acima da inflação média de 2,7% registrada no período.
Chris também afirmou que o catering corporativo apresentou crescimento de dois dígitos no último ano, impulsionando receitas além das operações presenciais dos restaurantes.
Segundo o executivo, os eventos oferecem vantagens operacionais por trabalharem com menus fechados, previsibilidade de equipe e menor desperdício de alimentos. “Você sabe o que será servido, quanto será gasto e, muitas vezes, já recebeu parte do valor antes do cliente chegar”, declarou.
Ele apresentou dados médios de operações atendidas pela TripleSeat nos Estados Unidos. Segundo a empresa, um restaurante realiza em média 15 eventos por mês, com ticket médio de US$ 3 mil por evento e gasto médio de US$ 70 por pessoa.

NRA: Eventos corporativos turbinam lucros
Chris destacou que o crescimento dos eventos corporativos tem superado o mercado de casamentos. Segundo ele, os eventos corporativos cresceram 1,6 vez mais rápido do que casamentos no último ano dentro da base da plataforma: “Se você não está investindo ativamente em eventos corporativos, está deixando dinheiro na mesa”, afirmou.
O executivo recomendou que restaurantes utilizem listas de reservas para identificar clientes corporativos por meio de e-mails empresariais e façam prospecção ativa dentro dos próprios estabelecimentos.
Além disso, Chris afirmou que operadores devem revisar estruturas de preço adotadas antes da pandemia e priorizar modelos padronizados de menus para facilitar execução operacional. Segundo ele, menus fechados ajudam a melhorar margens e simplificam a operação de cozinha e atendimento.
O executivo também sugeriu a criação de experiências diferenciadas para aumentar o valor agregado dos eventos. Como exemplo, citou uma hamburgueria em Nova York onde atuou anteriormente, que vendia mini-hambúrgueres, mini-milk-shakes e macarons em formato de hambúrguer para eventos corporativos.
O que faz a diferença?
Segundo Chris, experiências exclusivas ajudam restaurantes a elevar o ticket médio mesmo em operações casuais. “As pessoas querem experiências diferentes. Elas não querem apenas outra reunião em uma sala corporativa”, afirmou.
O executivo também recomendou que operadores invistam em equipamentos audiovisuais em salas privativas para atrair eventos corporativos. Segundo ele, a instalação de televisores e recursos de apresentação costuma gerar retorno rápido para restaurantes que atendem empresas.
No encerramento, Chris afirmou que restaurantes podem estruturar operações de eventos em um período de 60 a 90 dias, desde que adotem processos padronizados, menus simplificados e ferramentas centralizadas de gestão. Segundo ele, o objetivo deve ser construir uma operação sustentável e escalável para eventos e catering.
Chris também apresentou recomendações práticas aos operadores ao final do painel na NRA 2026: revisar preços, simplificar menus, investir em pacotes fechados, reduzir fricções no processo de reserva e responder rapidamente aos leads.
Segundo ele, eventos respondidos em até 10 minutos possuem maior chance de conversão. O executivo concluiu afirmando que restaurantes podem estruturar operações mais rentáveis em até 90 dias, desde que criem processos padronizados e trabalhem eventos como parte estratégica do negócio.

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