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Nike e Adidas levam sua rivalidade para a Copa do Mundo. Quem sairá vencedora?

Campanhas para a Copa do Mundo 2026 mostram estratégias opostas das gigantes esportivas

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As gigantes de artigos esportivos Nike e Adidas chegam à Copa do Mundo de 2026 em momentos distintos de suas trajetórias, mas com o mesmo objetivo: transformar o maior evento do futebol em uma plataforma de fortalecimento de marca e crescimento de negócios. Segundo análise publicada pela Marketing Dive, as campanhas das duas empresas refletem não apenas diferentes abordagens de marketing, mas também estratégias alinhadas aos desafios e oportunidades de cada companhia.

A Adidas saiu na frente ao lançar, em maio, o filme “Backyard Legends”, uma produção de cinco minutos estrelada por Timothée Chalamet. O vídeo reúne nomes como Lamine Yamal, Jude Bellingham e Trinity Rodman em uma narrativa que mistura nostalgia, futebol de rua e ídolos históricos como David Beckham, Zinedine Zidane e Alessandro Del Piero. O conceito reforça a plataforma global “You Got This”, focada na ideia de jogar sem pressão e com autoconfiança.

A campanha foi complementada por lançamentos de produtos, como um tênis assinado por Bad Bunny, uma coleção de camisas retrô de seleções nacionais, uma parceria com The Coca-Cola Company e ativações digitais no WhatsApp.


A Nike respondeu em junho com “Rip the Script”, um filme de seis minutos que adota uma linguagem mais disruptiva e metalinguística. A produção mostra atletas como Kylian Mbappé e Vinícius Júnior rompendo com um roteiro tradicional de comercial para embarcar em uma sequência caótica que mistura cinema, videogames, música e cultura pop. O vídeo também traz participações de figuras como Zlatan Ibrahimović, Eric Cantona, Kim Kardashian e Ted Lasso.


Enquanto a Adidas busca reforçar sua herança no futebol, a Nike aposta em posicionar o futebol dentro de seu universo cultural mais amplo. Segundo especialistas ouvidos pela publicação, essa diferença reflete o momento de cada empresa: a Adidas vive um ciclo de crescimento consistente, enquanto a Nike ainda busca acelerar sua recuperação operacional. No primeiro trimestre de 2026, a Adidas registrou crescimento de 7% na receita, enquanto as vendas da Nike permaneceram estáveis em relação ao ano anterior.

O desempenho das campanhas também mostra contrastes. De acordo com a reportagem, “Rip the Script” ultrapassou 66 milhões de visualizações no YouTube em menos de uma semana, enquanto “Backyard Legends” ainda não havia alcançado 7 milhões de visualizações após mais de um mês no ar. Analistas atribuem parte dessa diferença ao formato da campanha da Nike, repleta de referências e detalhes que incentivam múltiplas visualizações.

Apesar disso, a Adidas continua demonstrando força no contexto da Copa do Mundo. Dados citados na reportagem indicam que a marca respondeu por 58% das conversas sobre marcas relacionadas ao torneio nas redes sociais. Além disso, cerca de 40% dos fãs identificam corretamente a Adidas como patrocinadora oficial da competição, posição que ocupa desde 1970.

Para especialistas, a disputa entre Nike e Adidas durante a Copa representa mais um capítulo de uma rivalidade histórica. O resultado final em vendas, engajamento e fortalecimento de marca só poderá ser avaliado após o encerramento do torneio, mas uma conclusão já parece clara: a Copa do Mundo continua sendo um dos principais palcos para a batalha entre as duas maiores marcas esportivas do planeta.

Imagem: Divulgação
Informações: Chris Kelly para Marketing Dive
Tradução livre: Central do Varejo

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