Comportamento

Airfryer chega a 64% dos lares brasileiros e lidera nova onda de eletrodomésticos de conveniência

Presença do produto cresceu 27,8 pontos percentuais entre 2022 e 2025; 7,8 milhões de lares compraram eletrodomésticos em 2025 com gasto médio de R$ 2.051

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A airfryer se tornou o maior símbolo da transformação no mercado de eletrodomésticos brasileiro. Entre 2022 e 2025, a presença do produto saltou de 36,2% para 64% dos domicílios, avanço de 27,8 pontos percentuais, o maior registrado entre as principais categorias monitoradas pela Worldpanel by Numerator. Na classe C, o crescimento foi de 31 pontos percentuais, chegando a 62% dos lares. Entre as classes AB, a penetração alcançou 82%, com avanço de 29 pontos percentuais no período.

O movimento reflete mudanças estruturais nos lares brasileiros. O tamanho médio das famílias caiu de 3,3 para 2,8 moradores por residência em pouco mais de uma década, e a população com mais de 50 anos já representa cerca de 26% dos brasileiros, fatores que ampliam a demanda por equipamentos práticos, compactos e fáceis de usar.

“Os consumidores continuam investindo na casa, mas com prioridades diferentes das observadas há alguns anos. Hoje, ganham espaço os produtos que ajudam a otimizar a rotina e oferecem conveniência, especialmente em lares menores e com menos tempo disponível para atividades domésticas”, afirma Daniel Horai, Diretor da Worldpanel by Numerator.

Hábitos alimentares

O crescimento da airfryer acompanha uma mudança nos hábitos de preparo de refeições. Ocasiões de preparo rápido já representam mais de 30% dos preparos realizados dentro de casa, enquanto as frituras tradicionais perderam espaço e respondem hoje por 17% das ocasiões, queda de três pontos percentuais em relação a 2024. As ocasiões de consumo motivadas por saudabilidade cresceram dois pontos percentuais no último ano e já representam 19% do total, com destaque para consumidores mais velhos e integrantes da geração X.

Mercado e intenção de compra

Em 2025, 7,8 milhões de lares brasileiros compraram eletrodomésticos, com gasto médio de R$ 2.051 por domicílio. Os gastos com habitação (incluindo aluguel, reformas, manutenção e aquisição de eletrodomésticos) já representam 26% do orçamento das famílias brasileiras, consolidando-se como a principal categoria de despesas.

Enquanto categorias tradicionais apresentam estabilidade ou retração (as geladeiras permaneceram em 98,6% dos lares e os tanquinhos perderam 1,9 ponto percentual entre 2022 e 2025), equipamentos ligados à conveniência seguem avançando. Cooktops e aspiradores figuram entre os itens mais desejados pelos brasileiros para os próximos 12 meses.

Entre as intenções de compra para o próximo ano, a airfryer lidera com 20%, seguida por fogão (13,5%), microondas (12,6%), aspirador de pó (12,1%), geladeira (11,9%), ar-condicionado (11,6%) e lavadora de roupa (9,3%).

“A nova batalha dos eletrodomésticos não é mais pela presença dentro dos lares brasileiros — ela já foi vencida pelas categorias essenciais. O desafio agora é conquistar espaço na rotina das pessoas. E os produtos que conseguirem economizar tempo, simplificar tarefas e melhorar a experiência dentro de casa serão os grandes vencedores dos próximos anos”, conclui Horai.

Imagem: Magnific, gerada com auxílio de inteligência artificial

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