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Fraudes digitais pressionam varejo online e colocam R$ 573 milhões em risco no primeiro semestre

Levantamento da Serasa Experian mostrou tentativas de fraudes no e-commerce no primeiro semestre de 2026 e quais setores mais atingidos

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A fraude no e-commerce colocou R$ 573,1 milhões em risco no Brasil durante o primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, foram registradas 743.638 tentativas de fraude, segundo levantamento da Serasa Experian, primeira e maior datatech do país especializada em soluções de autenticação e prevenção a fraudes. O volume representa uma tentativa a cada 21 segundos, mais de 4 mil ocorrências por dia e quase um em cada 100 pedidos analisados apresentando indícios de fraude.

Caso essas operações não fossem identificadas pelos sistemas de prevenção, o prejuízo potencial para empresas e consumidores poderia alcançar R$ 573.162.304. Os dados reforçam o desafio enfrentado pelo varejo digital para equilibrar segurança nas transações e uma experiência de compra sem atritos.

Segundo Rodrigo Sanchez, diretor de Autenticação e Prevenção à Fraude da Serasa Experian, os números mostram que as empresas precisam tratar a prevenção como um processo contínuo.

“Os números revelam uma pressão diária e contínua sobre as operações digitais. Em apenas seis meses, foram centenas de milhares de investidas com potencial para causar perdas superiores a meio bilhão de reais. Esse cenário mostra que a prevenção à fraude não pode ser tratada apenas como uma etapa pontual da compra, mas como uma estratégia permanente ao longo de toda a jornada do consumidor”, afirma.

Quais setores mais afetados por fraude no e-commerce?

O levantamento mostra que três segmentos concentraram 56% de todas as tentativas de fraude identificadas no comércio eletrônico durante o primeiro semestre.

A categoria Beleza liderou o ranking, com 67.782 ocorrências, o equivalente a 23,8% das tentativas registradas. Em seguida aparecem Calçados, com 56.193 casos, e Saúde, com 35.314 registros. Juntas, as três categorias somaram 159.289 tentativas de fraude.

O ranking sofreu alterações em relação ao mesmo período de 2025. Enquanto Eletrodomésticos figurava entre os três segmentos mais visados pelos criminosos no ano passado, a categoria Saúde, que ocupava a sétima posição, passou a integrar o grupo dos mais afetados em 2026.

De acordo com Sanchez, embora os dados não permitam estabelecer uma relação direta entre causa e efeito, o crescimento pode acompanhar o aumento da procura por produtos relacionados ao bem-estar, autocuidado e medicamentos de maior valor agregado, como os utilizados para emagrecimento.

“Fraudadores acompanham tendências e buscam oportunidades em segmentos com maior urgência de compra ou produtos de valor elevado. A rápida subida de ‘Saúde’ no ranking mostra que o risco pode mudar de direção em pouco tempo, exigindo que as empresas atualizem constantemente seus modelos e regras de prevenção”, analisa o Diretor da datatech.

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Divulgação/Serasa – Tentativas de fraude no e-commerce

Como consumidores podem reduzir o risco de fraude

Para diminuir os riscos de fraude no e-commerce , a Serasa Experian orienta que os consumidores desconfiem de ofertas com preços muito abaixo dos praticados pelo mercado e verifiquem cuidadosamente o endereço eletrônico do site antes de informar dados pessoais ou de pagamento.

Outra recomendação é evitar acessar lojas por meio de links recebidos por e-mail, SMS, redes sociais ou aplicativos de mensagens. O ideal é entrar diretamente pelos canais oficiais da empresa.

Também é importante utilizar senhas fortes e diferentes para cada serviço, ativar a autenticação em dois fatores, não compartilhar códigos de confirmação ou dados completos do cartão de crédito e dar preferência aos cartões virtuais. Antes de concluir uma compra, o consumidor também deve verificar a reputação da loja e seus canais oficiais de atendimento.

Múltiplas camadas protegem de fraude no e-commerce?

Para o varejo, a Serasa Experian recomenda uma estratégia baseada em múltiplas camadas de proteção, reunindo validação cadastral, autenticação de identidade, análise de dispositivos utilizados na compra e monitoramento do comportamento transacional.

A empresa também orienta que os modelos de risco sejam atualizados continuamente para acompanhar a evolução das estratégias utilizadas pelos fraudadores. Outra recomendação é monitorar ocorrências por categoria, produto, canal, forma de pagamento e perfil de compra, além de aplicar autenticações adicionais conforme o nível de risco identificado.

Segundo a datatech, integrar diferentes tecnologias de prevenção permite reduzir perdas financeiras, diminuir a aprovação de operações fraudulentas e evitar a recusa indevida de clientes legítimos. O uso inteligente dessas informações também pode apoiar decisões comerciais e contribuir para aumentar a conversão das vendas no ambiente digital.

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Imagem destacada: Magnific / Gráfico da pesquisa: Divulgação/Serasa

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