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Varejo de construção pode movimentar R$ 1 bilhão com IA

Ferramenta de inteligência artificial converte pedidos feitos pelo WhatsApp no setor de materiais de construção, segundo a Juntos Somos Mais

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O varejo de materiais de construção pode movimentar R$ 1 bilhão em GMV (volume bruto de mercadorias) com pedidos feitos pelo WhatsApp, segundo projeção da Juntos Somos Mais, joint venture formada por Votorantim Cimentos, Gerdau e Tigre.

A estimativa está ligada ao lançamento de uma ferramenta de inteligência artificial que converte mensagens do aplicativo em pedidos estruturados. A empresa projeta adoção por 30% dos varejistas da base ao longo dos próximos ciclos de expansão da plataforma.

A solução, batizada Falou, Tá no Caminhão, interpreta mensagens de texto, listas, arquivos, orçamentos impressos e áudios enviados pelo WhatsApp. O sistema converte esse conteúdo automaticamente em pedidos dentro da plataforma digital da companhia.

Antes do lançamento, a Juntos Somos Mais fez um levantamento sobre a rotina de compras dos lojistas. Segundo os dados, 39% dos entrevistados usam planilhas para organizar pedidos, 32% dependem do vendedor para registrar as compras e 19% digitam os pedidos manualmente.

O mesmo levantamento apontou que 77% dos entrevistados usariam uma solução baseada no WhatsApp para fazer pedidos.

“O lojista já utiliza o WhatsApp diariamente para negociar, esclarecer dúvidas e fechar pedidos. Em vez de criar um hábito, desenvolvemos uma tecnologia capaz de transformar esse comportamento em uma operação estruturada, reduzindo atritos e aumentando a produtividade”, diz Fernando Dutra, diretor-executivo da Juntos Somos Mais.

A empresa projeta redução de 30% no tempo de atendimento aos clientes com o novo canal.

“Percebemos que o desafio não era ensinar o lojista a utilizar um novo sistema, mas permitir que ele continuasse trabalhando da forma que já conhece. A inteligência artificial faz a tradução dessa linguagem natural para uma estrutura organizada de pedido, reduzindo fricções operacionais sem alterar a rotina do usuário”, diz Danny Farias, diretor de tecnologia (CTO) da Juntos Somos Mais.

Além do varejo de construção: o que mais a pesquisa mostrou?

O levantamento também mostrou diferenças por porte de empresa. Operações de maior porte concentram uso mais intenso de planilhas na gestão dos pedidos. Já as pequenas lojas distribuem o processo entre contato com vendedores, mensagens e controles simplificados.

Para Dutra, a etapa atual da digitalização do setor é diferente da observada nos primeiros anos do comércio eletrônico. “Durante muito tempo, digitalizar significava criar canais. Hoje entendemos que o desafio está em reduzir atritos nas operações que já acontecem diariamente. A tecnologia precisa acompanhar a forma como o varejo trabalha. Quando isso acontece, o ganho de produtividade aparece de maneira muito mais natural”, afirma.

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Imagem: Divulgação

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